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Daredevil – 2×05 – Kinbaku

Daredevil

Bom, o episódio anterior sucedeu bem ao finalmente estabelecer o Punisher (Jon Bernthal) como o grande peso pesado desta temporada que, até agora, não tem desiludido. Mas também marcou o fim(?) desta trama de Frank Castle. E isto a 4 episódios já do início desta temporada. Portanto, como poderá a série manter o ritmo acelerado já característico? A resposta dos showrunners? Apresentar outra personagem marcante do histórico de Daredevil (Charlie Cox). E assim, caia a “batata quente” em Elektra (Élodie Yung).

Muitos de nós cresceram com um certo filme chamado Daredevil. E Elektra, então interpretada por Jennifer Garner, foi bastante mal explorada. E mesmo o spin-off (entitulado, justamente, de Elektra) não lhe fez muitos favores. Aqui, no entanto, já começou a explorar bem. Yung transpira, em cada cena em que aparece, uma espécie de sex appeal que não deixa qualquer um indiferente. Perdão, sex appeal não é propriamente a palavra que aqui se deveria usar; femme fatale é o mais indicado. Além de ser um agrado ao olho de homem, existe uma aura de perigo que transpira em cada momento, uma onda de mistério. E aqui Yung não desilude. As cenas partilhadas com Cox mostram exatamente que existe um histórico conturbado entre estes dois. Essa relação ganha maior destaque com recurso aos flashbacks, que ilustram o seu primeiro encontro, o início da sua relação, e o evento que dita o seu final. Consegue ser uma espécie de vista para o tipo de homem que Matt Murdock acabaria por tornar e que acabámos por conhecer no início da série.

Também houve espaço para outros intervenientes neste episódio. A procuradora Reyes, em retaliação com os mexericos da Nelson & Murdock, não só nada diz sobre o caso de Frank, como também faz um “embargo” no que se toca aos clientes. E aqui é que entra Karen Page (Deborah Ann Woll), que decide abraçar a “jornalista de investigação” em si e decide procurar pela verdade oculta deste caso. Mas claro que nada pode fazer sem informações, daí de fazer uma paragem semi-obrigatória pelo New York Bulletin, onde conta com a ajuda de Mitchell Ellison (Geoffrey Cantor), o editor-chefe. Assim nos faz sentir mais saudades de Ben Urich, mas sim, ao menos podemos ver esta personagem a ter um maior destaque do que teve na primeira temporada.

Um aparte aos flashbacks, mas desta vez por causa de uma comparação com os dias modernos. É que Karen e Matt começaram oficialmente uma relação no episódio passado, num momento que só pode ser considerado como “doce”. E que os flashbacks fazem? Fazem uma comparação: a relação Matt/Elektra é uma repleta de sedução e sex appeal (aqui já é mais próprio), enquanto que existe uma espécie de emoção pura em Matt/Karen. Ou seja, enquanto que Elektra representa os desejos mais ardentes de Matt, Karen é uma espécie de céu, uma luz na sua escuridão. Uma justaposição que é bem explorada.

Mas com Elektra chega também um novo inimigo. Inimigo esse que certamente será explorado ao longo dos episódios que se seguem daqui. Mas ao menos fez um bom trabalho de apresentar uma nova personagem cativante, além de atirar a trama para uma nova direção. Até lá, bons episódios!

PS: Sou só eu, ou também gostaram daquela referência direta a Jessica Jones??

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