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Arrow – 4×14 – Code of Silence

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Recordemo-nos todos que o episódio da semana foi para esquecer por completo. Tirando dois pontos a reter: o fim da sede de sangue de Thea (Willa Holland) e a extinção da Liga dos Assassinos de vez. Com dois assuntos controversos fechados de vez, uma pessoa até se pergunta: “então e agora, o que se segue?”. Bem, a resposta é bastante óbvia: resgatar Damien Darhk (Neal McDonough) do anonimato. De novo.

Digam o que disserem, McDonough foi uma entrada surpreendente nesta quarta temporada. Claro que não é propriamente um Manu Bennett em modo “Slade Wilson” (esse continua a ser um dos melhores vilões da série, até ao momento), mas consegue marcar a diferença por ser malvado só porque sim. Todas as suas ações transmitem uma doce maldade que McDonough, veterano das propriedades da Marvel, desde cedo conseguiu transmitir.

Os vilões da semana, bem, tornaram a pecar. Já que o grupo de bombistas apenas serviu para progredir com o enredo, além de servirem de sacos de pancada da Team Arrow. Se bem que nessa parte nem sequer pecaram, muito pelo contrário. As cenas de ação são claramente a parte mais positiva da série, e este Code of Silence não foi exceção. Especialmente na cena de combate final, mas esqueçam-se os pormenores.

Drama esteve na ordem do dia, já que tanto Oliver (Stephen Amell) como o Capitão Quentin Lance (Paul Blackthorne) tiveram de lidar com os seus próprios segredos. No caso de Ollie, tem a haver com a existência do seu filho, William (Jack Moore) e de não conseguir a contar a Felicity (Emily Bett Rickards). É uma montanha-russa de emoções que Amell soube transmitir sem exageros. Já Lance teve direito a um atentado à sua vida, mas que acaba por se salvar (pudera, ainda se fazia uma petição para a série ser cancelada se Blackthorne saísse tão cedo), mas que acaba por pôr em risco a vida da sua nova amada, Donna Smoak (Charlotte Ross). Isto desencadeia um conjunto de cenas de poder emocional raramente visto na série. Os homens estiveram bem nos seus dilemas, verdade, mas sinceramente, é Ross quem fica a ganhar. Se no episódio anterior vimos uma Donna drasticamente diferente do que se viu habitualmente, neste ainda se viu mais um pouco dessa Donna mais vulnerável emocionalmente.

Portanto, depois de um deslize da semana passada, Arrow volta a estar em terra firme. Tem algumas coisas a melhorar, sim, mas está decente o suficiente para ser visto.

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