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Arrow – 4×12 – Unchained

Arrow

Vamos começar da seguinte maneira: Damien Darhk (Neal McDonough) decidiu tirar umas férias. Portanto, lá a equipa teve de inventar um novo vilão semanal para fazer da vida dos nossos heróis um verdadeiro inferno. E de certa forma foi bem conseguido.

Houveram bons momentos dentro deste episódio, sendo um deles o curto regresso de Colton Haynes como Roy Harper/Arsenal. Apesar de não se ter sentido assim tanta a falta dele, a verdade é que esta curta aparição ajudou bastante, com Haynes a transmitir aquela energia característica de Roy muito antes do início da terceira temporada da série, em que foi praticamente relegado para o cenário. É, para os fãs mais acérrimos da série, uma reunião que merece ser testemunhada.

Pouco ou nada se sabe/soube sobre as verdadeiras motivações do vilão da semana, o Calculator (Tom Amandes), mas a sua interpretação gelada certamente compensou, tendo em conta a enorme lista de vilões uni-dimensionais que a série tem apresentado. Um dos pontos francamente positivos do episódio reside no confronto tecnológico entre o vilão e Felicity (Emily Bett Rickards), que conseguiram deixar uma pessoa presa ao assento. Isso e também as provocações de Felicity.

Felicity. Essa é uma personagem que tem dado que falar nestas últimas semanas, graças à nova mudança na vida dela chamada “cadeira de rodas”. Vi-mo-la a sofrer, vi-mo-la angustiada, vi-mo-la a levantar-se ao de cima. Mas esta semana, vi-mo-la frustrada. Mas num diferente contexto, desta vez. Se das outras vi-mo-la com essas emoções negativas na Arrowcave (ou Quiver, como quiserem) e na sua relação com Oliver, hoje vimos esse conflito no contexto de Felicity como a presidente da Palmer Tech. Rickards soube bem transmitir essa dor, mas também soube mostrar uma Felicity como uma força da natureza que é.

Os flashbacks também estão de volta, agora com Oliver – com a ajuda da sua ex-amada Shado (Celina Jade) – a enfrentar as suas trevas em plena ilha de Lian Yu. Ver este conflito dentro de Oliver num conflito mais contemporâneo – leia-se os eventos atuais – surpreende por Oliver já querer redenção em plena ilha. O que o obriga a aceitar uma verdade.

Mas também houveram outros regressos neste episódio. Nyssa al-Ghul (Katrina Law) está de volta, com uma moeda-de-troca que vai pôr em causa a cruzada de Oliver. E ver Law em confronto direto contra Tatsu (Rila Fukushima) deu uma espécie de aura típica dos filmes japoneses sobre samurais e ninjas. O cenário, a banda-sonora, a “dança” das espadas. Foi curta, mas bem conseguida.

Muita gente pode criticar Arrow vezes e vezes sem conta. E com uma certa razão, claro. Mas não se pode negar que, dentro de uma quarta temporada que já vai a meio, Unchained é certamente um dos episódios mais fortes.

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