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Arrow – 5×22 – Missing

Arrow

“I admire you Oliver. It takes a special kind of idiot to actually get dumber with time.” É assim que Malcolm (John Barrowman MBE) se dirige a Oliver (Stephen Amell) neste penúltimo episódio da temporada, aquilo que todos nós pensamos algumas vezes. O episódio começa até de uma forma bastante agradável; é o aniversário de Oliver, Adrien Chase (Josh Segarra) está preso e as personagens decidem festejar, deixando o ambiente mais negro de lado durante algum tempo. O sentido de humor finalmente encaixa no tom do episódio e parece natural, não sentimos que as personagens estão presas numa nuvem negra que não as deixa ter mais do que uma emoção. Estes momentos mostram o potencial de Arrow e das personagens que tem neste momento, porque esse potencial está lá, até com Oliver. A equipa funciona, há amizades credíveis, há personalidades distintas e com muito para explorar. E essa é a parte do episódio que torna a ideia de uma sexta temporada mais suportável, porque há uma pequena possibilidade de explorar mais este lado de Arrow.

Mas concentremo-nos no enredo desta semana. Chase tem obviamente um plano que a Team Arrow não previa, recrutando Evelyn Sharp (Madison McLaughlin), Black Siren (Katie Cassidy) e Talia Al-Ghul (Lexa Doig) para os raptar um a um. A equipa acaba por lhe facilitar essa tarefa porque decide dividir-se para não se tornar tão vulnerável, uma ideia que tem alguma lógica mas acaba por se virar contra eles. Sozinho e sem grandes alternativas, Oliver vê-se obrigado a trabalhar com Malcolm Merlyn, que teve alguns momentos bastante bons neste episódio com a sua personalidade um pouco menos dramática e um sentido de humor que desenvolveu em DC’s Legends of Tomorrow. Quando Oliver não estava a ter alguma crise de identidade pelo “monstro” que tem em si, também ele foi uma versão mais aceitável de si mesmo que pode finalmente tornar-se na personagem que ainda acredito que pode ser. Corajoso mas responsável, preocupado com os outros mas inteligente e com algum sentido de humor. Esperemos que se mantenha nesse caminho, porque sejamos honestos, as crises de identidade e dúvidas sobre os seus métodos que Oliver tem são questões que devia ter resolvido nas primeiras duas temporadas. Já não estamos em altura de Oliver se questionar tanto, estamos na fase em que devia já ser a melhor versão de si próprio, confiante na sua pele e a preparar-se para o eventual final da série com inimigos mais interessantes e uma equipa unida.

O ponto realmente fraco deste episódio foram os flashbacks, como já era de esperar. Estes flashbacks conseguiram ter pequenos flashbacks pelo meio, para uma dose de tortura a duplicar que não trouxe nada de novo. Oliver é torturado, começa a alucinar, considera o suicídio porque é um monstro… o habitual. Nada produtivo, completamente repetitivo e sinceramente desnecessário, este enredo acaba por manchar todo o episódio por estar constantemente a interromper algo que até estava a ser mais ou menos agradável.

O episódio deixa-nos num ponto interessante para a season finale da próxima semana. Com várias vidas em risco e um vasto leque de personagens tanto na equipa de Oliver como na de Chase, este poderá ser um final superior à prestação da temporada até agora. Mas vamos manter as expectativas moderadas.

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