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The 100 – 4×10 – Die All, Die Merrily

The 100

Ao contrário das duas últimas temporadas, The 100 não foi constante, de todo! Teve episódios bons, mas também teve episódios menos bons. Não houve nenhum realmente excelente! Isto porque esta temporada tem vivido sob uma ideologia de “um dia de cada vez”. Pela primeira vez, desde que a série começou parece não haver surpresas para dar a quem está do outro lado, a um ritmo “semanal” como era anteriormente. Mas o que falhou aí, acertou em desenvolvimento de personagens, tenham sido elas Luna, Roan, Ilian, Echo ou até Gaya.

Chegámos então assim a um julgamento final antecipado, onde cada clã luta por um lugar na Cripta da salvação, através da escolha de um campeão.
Até poderia ter sido um royal rumble normal, cheio de violência desmedida e sem grande conteúdo, mas quem está por detrás de The 100, garantiu que essa não ia ser a mensagem passada. Somando o desenvolvimento de personagens com a dinâmica da batalha, o resultado foi transcendente, resultando num episódio sublime com uma guerra de causas e emoções, diálogos fortes com referências inteligentes a tudo o que já se passou até à data e, quando aconteceram, confrontos com tanto de excitante, como de arrepiante.

Com isto pergunto: Quem é que não sentiu o peso da angústia e dor, a cada vez que um dos clãs era eliminado, através do apagamento da vela referente a esse clã?
Falo no geral, mas posso falar em particular!

[Spoilers Ahead]
Sem conhecermos Gaya, quão intenso foi o seu abraço à mãe, sabendo a relação complicada que têm?
Mesmo odiando Echo, será possível não partilhar da sua dor e peso da responsabilidade, ao saber que a pessoa que mais admirava e amava no mundo tinha partido, após recusar a sua ajuda? E podemos censurá-la por ter feito batota, tendo em conta os seus motivos e carácter?
Sabendo que Ilian entrou na série um bocado a pontapé já com o destino traçado (envolver-se com Octavia), será possível não ignorar tudo isso, depois do que aconteceu neste episódio? Episódio esse onde Ilian, por amor a Octavia, meteu tudo e todos em 2º plano e acabou como acabou, com uma dor acrescida.
E Roan? Podia ser mil e uma coisas, mas sempre foi fiel ao que achava mais correcto, mesmo após ter sido traído e enganado vezes sem conta.
Será justo fazer vista grossa ao que Luna sentia? Ao fim ao cabo, Luna neste episódio, foi uma representação da realidade actual. Luna não foi boa para si mesma, tal como a humanidade não tem sido (na série e na vida real). Ironicamente, no final do episódio, veio-se a provar que Luna tinha razão.
Mas para além de todos estes, quão incrível é Marie Avgeropoulos no papel de Octavia? Bravo!

E é assim, The 100. Uma série que à primeira vista pode parecer vaga e superficial, mas quando esmiuçamos e tentamos chegar ao fundo da questão, apercebemo-nos que é muito mais que isso. É uma série de causas!
É uma série que acima de tudo, defende a igualdade! Seja ela entre géneros, orientação sexual, crenças religiosas, ideologias políticas e raça. Ninguém é mais do que ninguém e isso é algo maravilhoso.
É violenta, tudo bem. Mas no meio de tanta violência, passa uma mensagem positiva com o poder, de num mundo à beira do colapso (analogia ao nosso planeta Terra), tentar tornar cada indivíduo na melhor versão de si mesmo.

Ainda sobre o episódio 10, tenho a dizer que não tenho absolutamente nada de negativo a apontar. Podiam terminar a série aqui, e seria um final mais do que digno!
Tudo foi perfeito, do som à imagem, dos diálogos às lutas, das emoções à flor da pele ao psicológico de cada um. Em relação a mim, pela primeira vez em The 100, passei 40 minutos com pele de galinha.

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