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Arrow – 4×05 – Haunted

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Na semana passada, Sara Lance (Caity Lotz) esteve de regresso, se bem que estava fora de si. Esta semana, a caça à Sara teve a sua conclusão, ao mesmo tempo que se teve direito ao regresso de Matt Ryan como John Constantine. Mas vamos deixar Matt para mais tarde.

Este regresso que desafia as leis da natureza tornou-se conhecimento total da Team Arrow, que não ficou indiferente a este retorno que, claramente, é tido como obrigatório, graças à chegada iminente da série DC’s Legends of Tomorrow. Mas ninguém teve uma maior opinião contra do que Oliver (Stephen Amell), que depressa começou a lançar lições de morais sobre forças fora do nosso controlo. Ora, isto desencadeia uma cena intensa entre Ollie e Laurel (Katie Cassidy), cena essa que finalmente expõe a hipocrisia de Oliver que tantos fãs já sabem de trás para a frente. Claro que a reputação de Laurel está completamente manchada desde que decidiu trazer Sara dos mortos, mas, verdade seja dita, ao menos essa cena concedeu uma curta redenção por essas atitudes.

Grande parte do grupo também não esteve de braços cruzados, com Felicity (Emily Bett Rickards) a juntar forças – de novo – com Curtis Holt (Echo Kellum), para desvendar o mistério da “morte” de Ray Palmer (Brandon Routh), ao mesmo tempo tempo que Diggle (David Ramsey) dá uma mãozinha a Quentin Lance (Paul Blackthorne) numa das tarefas de Damien Darhk (Neal McDonough). Ambas cenas contaram com o fator de divertimento e humor, algo bastante necessário numa série que mais se parece com uma série de Batman.

Mas nada disto se compara com o muito regresso de Constantine ao pequeno ecrã. Um pouco de contexto: Constantine não era assim algo de especial, mas tinha grande potencial para apresentar algo único no que se toca a série baseadas em bandas desenhadas da DC Comics. Teve o benefício de ter Matt Ryan no que se chama “casting perfeito”, e claramente era a grande chamariz da série. Infelizmente, as mentes da NBC declararam que a série não era boa o suficiente para uma segunda hipótese, daí o seu cancelamento considerado “precoce”, juntando-se assim à lista de série prematuramente canceladas, onde pérolas como Firefly ou Dracula podem ser encontradas. Mas Constantine tinha – e ainda tem – uma grande legião de fiéis seguidores (batizados de Hellblazzers).

Bem, esses Hellblazers têm em Haunted um episódio obrigatório a ser visto. E Matt Ryan não desilude. Seja nos pequenos promenores como a vestimenta ou artefatos, ou no seu sotaque icónico, ou no seu humor característico. É o mesmo Constantine que tanto adoramos. Embora não se veja muito de Constantine no enredo principal – limitando-se a um punhado de minutos no ato final do episódio – os flashbacks contaram com a aparição do feiticeiro. Pode-se dizer que o jogo entre Amell e Ryan está deveras bem executado.

O mal? É que Ryan parece não ter sido bem aproveitado. O fã em mim, depois do final do episódio, ainda deseja que houvesse ainda mais do homem. E se calhar, um pouco mais de tempo de antena certamente teria ajudado neste episódio.

Mas ao menos ajudou a melhorar a qualidade do episódio e da série no seu todo, pois não só apresentou um lado mais sobrenatural que a série faria bem em explorar sem recorrer tanto a McDonough, mas também com uma cena curta que serviu como um bem merecido ‘FU‘ para os produtores da NBC.

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