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The Walking Dead – 6×01 – First Time Again

The Walking Dead

Com saudades de The Walking Dead? A nova série companheira não vos satisfez? Estamos de volta à análise semanal do Frame by Frame da série mais vista de todo o mundo!

Pouco tempo depois dos eventos finais da 5ª temporada, Morgan integra-se no grupo de Alexandria que Rick, agora que Deanna está de luto, parece liderar a população para combater uma nova ameaça. Em tons de preto e branco, vamos apreciando uns flashbacks dos eventos que antecipam a ação presente, culminando num “walk of walkers” com alguns twists interessantes e uma boa dose de inquietação. Nisto, Tara está recuperada e de boa saúde, e todos os nossos habituais companheiros encontram-se, como sempre, imaculados com uma seriedade típica da série.

Há duas frações de fãs de The Walking Dead. Enquanto uns apreciam e até se sentem envolvidos com o temer os vivos acima dos mortos, outros têm-se vindo a queixar da ausência de protagonismo dos “walkers” que prometiam ser o rosto e o epicentro da narrativa de The Walking Dead. Em First Time Again estes fãs queixosos poderão ficar satisfeitos com o “oceano” de mortos-vivos que habita as redondezas de Alexandria e que o grupo terá de mobilizar usando astutamente o som para os atrair, roubando quase todo o tempo deste regresso. Este “walk of walkers”, como lhe vou passar a chamar, remete-nos precisamente para as origens (que já lá vão há alguns aninhos) de The Walking Dead, em que a humanidade necessita de se proteger do mal apocalíptico que a atingiu e aprende a sobreviver e a defender-se contra os zombies que se querem alimentar da sua carne. As personagens não tiveram tempo de evoluir assim que a história é conduzida em função deste propósito de querer agradar aos fãs que procuram ação e entretenimento fáceis, resultando em planos amplos que captam o perigo proveniente dos “walkers”. Morgan parece ter chegado a Alexandria com o objetivo de encontrar um lar e companheiros para conviver, integrando-se facilmente no já abastado grupo de protagonistas; Rick também se impõe acima dos restantes ao voltar a tomar a liderança de um grupo que sente não estar preparado para as adversidades deste novo mundo que o rodeia; Daryl e Michonne continuam na mesma, sempre com uma postura “badass” e que se regem por poucas palavras; já Glenn e Abraham parecem ter mostrado uma nova faceta das suas personalidades, colocando de parte o seu orgulho e ajudando Nicholas e Sasha nos seus respetivos caminhos de redenção. Ao longo de uma hora de episódio, vamos tendo flashbacks frequentes filmados a preto e branco que pretendem ajudar o espectador a saltitar no tempo sem perturbar o seu entendimento da cronologia dos eventos e que realçam também situações pendentes do final da temporada e que exigiam uma certa explicação.

Ainda que não tenhamos tido um novo vilão de serviço entregue “de bandeja” neste regresso, The Walking Dead continua a manobrar a narrativa de forma a cativar todas as frações da sua vasta legião de fãs ao combinar arte televisiva com entretenimento fácil e explícito.

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Mesmo não tendo sido brilhante, First Time Again explora uma temática básica que sela as pontas soltas deixadas da temporada anterior e amplia os horizontes do que se poderá esperar desta 6ª temporada.

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