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Arrow – 5×02 – The Recruits

Arrow

Arrow voltou esta semana a ser uma experiência frustrante. A nova temporada tem bons elementos, corrigiu alguns erros e traz alguma esperança para o futuro. Mas no meio de todas essas partes boas, continua a ter momentos que me deixam em desespero, com vontade de passar alguns minutos à frente ou de agredir certas personagens.

Comecemos pelos pontos positivos. Este episódio, tal como o nome indica, focou-se nas novas adições à Team Arrow, Curtis (Echo Kellum), Evelyn Sharp (Madison McLaughlin) e Rene Ramirez/Wild Dog (Rick Gonzalez). Todas as personagens têm potencial e trazem algo de novo. Curtis já estava de certa forma inserido na equipa, traz momentos de humor que condizem na perfeição com os de Felicity e é o único elemento sem qualquer tipo de treino; é apenas alguém que quer aprender a ajudar – é um elemento da audiência a tornar-se um herói. Wild Dog é irreverente, não se deixa intimidar por Oliver (Stephen Amell) e é impulsivo, um bom elemento para destabilizar o controlo de Oliver sobre a equipa que se começa a tornar numa das muitas razões para questionar porque ainda nos devemos preocupar com a personagem. Evelyn Sharp pouco teve que fazer neste episódio, o que pode ser perdoado uma vez que já teve direito a um episódio que nos mostrou de onde vem. No entanto, Evelyn ainda não tem uma personalidade definida dentro da equipa e seria uma pena vê-la apenas a tornar-se no fantasma da Black Canary. Mas neste aspeto, por enquanto dou o beneficio da dúvida a Arrow. As cenas de treino da nova equipa foram no geral bem executadas, com alguns flashbacks curtos e bem posicionados, mas também com uma insistência em mostrar o pior que Oliver tem para oferecer.

Arrow continua a tentar equilibrar enredos e a relacioná-los de alguma forma, a saltar de cena em cena sem perceber que desta forma não há nível de atenção que aguente. John Diggle (David Ramsey) continua a sofrer de uma forma ou outra, já que se tem tornado o saco de porrada da série. Thea (Willa Holland) continua a fazer o trabalho de Oliver e pouco mais. Felicity (Emily Bett Rickards) revisita o que fez na temporada anterior (mas ainda não conseguimos perceber se vamos realmente lidar com esse trauma) enquanto é quase baby-sitter e terapeuta de Oliver ao mesmo tempo. E temos neste episódio uma amostra de malabarismo entre três “vilões”. Ragman (Joe Dinicol) a atacar aqueles que responsabiliza pela explosão em Havenrock, Tobias Church de volta a tentar controlar a cidade, sendo o seu ponto positivo o carisma que Chad L Coleman lhe dá, e mais uma pequena amostra do único vilão que neste momento desperta alguma curiosidade: Prometheus.

Este episódio agrupou tanto em 45 minutos que é difícil saber por onde lhe pegar. É difícil lembrar, poucas horas depois de o terminar, todos os pontos importantes do enredo. E nada disto são bons sinais. Também nem todos os sinais são maus; alguns destes enredos parecem estar a terminar em breve (ou ficaram já resolvidos neste episódio). Para além disso, Felicity e a nova equipa disseram a Oliver aquilo que muitos de nós queremos dizer há bastante tempo: já chega, acorda. E esperemos que seja a última vez que isto é necessário.

Na semana DC da The CW, Arrow começa a não parecer sequer fazer parte do grupo. Sabemos que um dos pontos fortes da série é o seu ambiente mais negro e realista, mas no meio desse tom, tem que existir algo que impeça a série de se tornar apenas deprimente. Esperemos que esta nova equipa faça essa tarefa.

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