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American Horror Story – 5×12 – Be Our Guest

American Horror Story

Pois bem little monsters, chegámos ao fim de mais uma temporada. Não apenas de uma qualquer, nem por ser “aquela que levou Lady Gaga a subir ao palco dos Golden Globes”, mas sim porque se tornou a mais bela, visualmente provocante e mais ousada tentativa de catapultar a série para um patamar superior. Não foi apenas Gaga que brilhou, Denis O’Hare arrasou como Liz TaylorSarah Paulson continua a ser o grande trunfo da série através dos maravilhosos papéis que são escritos para ela, Matt Bomer mostrou estar ao nível de se juntar à equipa, Finn Wittrock causou impacto e continua magnífico… enfim… há um carinho especial por este icónico hotel. O Cortez encerrou as portas em nota alta, com uma grande homenagem ao queer, ao invulgar, à estética, à elegância, ao glamour e ao cinema de horror.

Liz Taylor e Iris estão agora a cargo do Cortez. Ainda que tentem melhorar as condições e atmosfera do hotel, os fantasmas parecem continuar a rebeliar-se contra os clientes e as mortes permanecem abundantes. Entretanto, eles encontram uma solução viável para os resolver. John fugiu com a família e, mais tarde, regressa ao Hotel para mais uma fenomenal Devil’s Night (com todos aqueles maravilhosos assassinos em série, cameos de excelência de alguns veteranos da série) e Billie Dean Howard está de volta! – Para quem não se recorda, Billie Dean Howard era a personagem que Sarah Paulson interpretava em Murder House, temporada 1. Não podia ser mais bem-vinda!

Ainda que com algumas falhas, Be Our Guest prima por se focar exatamente numa das mais carismáticas personagens da temporada, Liz Taylor. O’Hare é sublime. É um ator invulgar a quem nunca foi dada atenção merecida. Foi o pilar que sustentou a fórmula dramática, aquele que por breves momentos nos fez esboçar um sorriso, aquele cuja jornada pessoal é a mais pura e sentida. Não é um novato na área e, no entanto, não deixa de crescer como ator. O mesmo se pode dizer da nossa cara Lady Gaga, vencedora do Globo de Ouro no passado Domingo. A discórdia foi crescente em relação à sua vitória mas, nem por isso, quero deixar aqui a minha opinião acerca do caso. Gaga não é brilhante, não. O Globo soube a um particular favoritismo pela série em questão e pelo claro simbolismo social da vedeta na comunidade homossexual americana, muito porque rivalizou com as veteranas Kirsten DunstFelicity Huffman, ambas brilhantes nos seus respetivos papéis. Mas Gaga não é má de todo e esta vitória surge como um incentivo a permanecer no registo cinematográfico/ televisivo, porque tem jeito, ainda que a considere “verde” para receber qualquer prémio que seja.

Opiniões à parte, há que admitir que Lady Gaga é perfeita para o papel. Porquê? Porque tem uma névoa misteriosa em torno dela. Uma atitude queer muito peculiar e muito genuína que agarra com força a temática de American Horror Story e lhe confere um toque mais sombrio e, ao mesmo tempo, mais elegante. Pode não ser uma atriz brilhante, mas escolheu bem o seu primeiro grande papel.

Posto isto, regressamos em Outubro para mais uma temporada! Fiquem atentos, little monsters!

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American Horror Story continua a não saber fazer finais de temporada grandiosos mas, pelo menos, Be Our Guest diz um adeus emocional a Hotel.

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