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American Horror Story – 5×11 – Battle Royale

American Horror Story

Hello little monsters! Já tinham saudades destas críticas de American Horror Story? Após duas semanas de pausa, para voltarmos ao nosso quotidiano sem aqueles ataques de coração a que a série nos acostumou, a Condessa, John, Sally, Liz Taylor, Iris e os restantes estão de volta e, de novo, com algumas surpresas!

Assim que a série caminha para o seu desenlace e depois de um tiroteio muito abrupto das funcionárias do Hotel para com a sua “patroa”, o cenário não podia ser mais sangrento. A Condessa está ferida, mas é socorrida por Sally que tem uma nova função para a nossa querida Lady Gaga: fazer com que John se separe da sua família e fique com ela. Se, por um lado, a Condessa se encontra fisicamente debilitada, já Iris está magoada no coração. A vingança ainda não está concretizada, mas já se sente o peso da perda. Para acabar de vez com o reinado da Condessa, Liz Taylor e Iris decidem aliar-se a Ramona Royale que está trancada num dos corredores sombrios do Hotel Cortez. E, para o prazer de todos os fãs, há uma visitinha inesperada de uma certa indivídua do Coven!

Ora bem, ainda que Battle Royale tenha ficado aquém das expectativas, é inegável que a qualidade se mantém, pelo menos a nível visual. Se a história de Sally, contada, sabe a pouco, já as prestações estão em alta. Nem sempre a consistência argumentativa de American Horror Story se mantém regular ao longo das temporadas, mas é certo que Hotel excedeu e parece ter ajudado a ultrapassar este inconveniente que se vinha a arrastar desde Coven. Voltar a ver Gabourey Sidibe é sempre um ponto positivo e ver o desfecho de algumas personagens também contribui para que a narrativa ainda nos agarre. Não há, no entanto, aquelas analogias deliciosas com os filmes de horror que tanto cativaram até agora e, assim que se foca mais na “destruição” de personagens de forma a reciclar para a futura nova temporada, mas não deixa de haver glamour, sedução e requinte. Há também uma personagem que considero absolutamente deliciosa e que poderá não ser vista com olhos, digam-se, sérios: Mrs. Evers. Mare Winningham é magnífica como a empregada doméstica do Hotel, desde o início que vai mostrando o ar da sua graça em momentos convenientes, nos vai esboçando uns sorrisos quando recebe equipamento de limpeza tecnologicamente avançado, e se torna credível e dramaticamente densa quando compara os inquilinos a manchas a serem removidas dos lençóis. É, sem dúvida, uma aposta interessante e que vive um pouco na sombra dos protagonistas.

Battle Royale não encanta mas prepara o desenlace sangrento de Hotel e, nós, mal podemos esperar para que ele chegue.

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Battle Royale fracassa em trazer-nos uma pré-visualização do final de temporada mas não deixa de ter o seu encanto.

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