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The Walking Dead – 5×15 – Try

The Walking Dead

Bem, estamos a um episódio do fim e as coisas estão a aquecer em Alexandria. Sasha está a enlouquecer dentro de quatro portas, Glenn não consegue aceitar que Nicholas conduziu Noah à sua morte e Rick está determinado a acabar com as agressões de Pete para com a sua família, enquanto que Daryl e Aaron descobrem sinais perturbadores de atividade humana fora dos portões de Alexandria.

Try não é um episódio excelente, especialmente no que diz respeito a responder a determinadas questões como o que significa o “W” na testa de alguns walkers, e a atitudes impulsivas por parte dos membros do nosso adorado grupo. Apesar de haver uma clara necessidade de terminar com algumas ideias para atingir o auge no último episódio, os guionistas espalharam-se por completo no que diz respeito ao ideal de herói de Rick Grimes. Desde quando é que Rick não faz planos antes de tomar decisões? Ficou tão apaixonado por Jessie do dia para a noite e parte logo para a ação? E no final decide perder a cabeça? Sasha não tem justificação para estar tão desorientada e entrar no modo “kill ‘em all” como vimos na floresta. Michonne passou de guerreira letal a moderadora de conflitos? Algo não parece estar em sintonia com aquilo que vamos vendo ao longo da temporada… Parece que houve uma regressão de como as personagens encararam esta chegada à terra prometida. Planearam todos os seus passos com cuidado, mas parece que estão todos a perder a cabeça por não estarem habituados a viver em comunidade. Por muito que possamos aceitar algumas destas novas abordagens, não podemos deixar de ter um pé atrás depois de todos percalços que The Walking Dead teve até então. O tentar adaptar-se não justifica a mudança completa da sua forma de pensamento que eles lutam tanto por manter.

A única e excelente vertente narrativa deste episódio cai sobre Carl e na exploração da puberdade e do seu primeiro amor. O jovem tem um interesse numa rapariga que viveu como ele no meio selvagem e rodeada de perigos e parece refugiar-se constantemente neste ambiente hostil que tirou a vida aos seus familiares. A falsa sensação de conforto em se deslocar para onde o perigo espreita capta a atenção de Carl que, num curto momento de intimidade, vê-se novamente em sarilhos. Mas aquele simples olhar entre ambos quando se escondem dentro de uma árvore oca, é extremamente intenso e abre portas para uma das mais promissoras futuras abordagens.

Não se entende também a inconsistente ausência de Maggie e do Padre Gabriel depois da “bomba” lançada no final do episódio anterior. Não quer dizer que tenha de ser exclusivo dar a resposta logo que o facto acontece, mas merece um pequeno vislumbre de como a situação se desenrolou, uma vez que parece não ter tido relevância para o avanço da história. Esperemos que, pelo menos, o final de temporada se mostre à altura da melhor temporada até hoje da série.

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The Walking Dead deita tudo a perder no penúltimo episódio por culpa do argumento que insiste em tornar as suas personagens melancólicas.

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