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The Walking Dead – 5×12 – Remember

The Walking Dead

O momento por que todos esperávamos chegou: Alexandria!

Todos estavam curiosos por saber como é que o nosso grupo de sobreviventes ser iria safar a viver numa comunidade idílica. Rick está desconfiado, tal como todos os restantes (uns mais que outros, obviamente) e a sua nova casa parece ser boa demais para ser verdade. Deanna é a chefe de Alexandria e faz uma avaliação psicológica dos nossos sobreviventes, com uma câmara a gravar tudo o que é dito. A líder confessa que os habitantes de Alexandria não estão aptos a sobreviver no meio hostil fora dos portões da sua cidade artificial e pede ajuda a Rick para lhes ensinar o que é ser-se um nómada e confrontar a crueldade humana num ambiente de vida ou morte. Ela também arranja trabalho para uns quantos e defende a integridade do grupo em inúmeras situações.

Este é, sem dúvida, um dos melhores episódios de toda a série. O fantástico paradoxo emocional que se instala em ter-se tudo tão de repente quando até agora não se teve nada foi abordado em muitos momentos inquietantes. Carl tenta integrar-se, mas com algumas dificuldades, Glenn também não está muito convicto e mete-se em atritos com o filho de Deanne, Daryl… continua a ser Daryl, mas já lá vamos. Michonne parece estar certa de que este sítio lhes trará felicidade, mas sabe que não devem baixar a guarda tão cedo.

Os habitantes de Alexandria oferecem-lhes casas individuais, trabalhos e tudo aquilo que os nossos heróis necessitam. Mas o grupo passou demasiado tempo na selva para saber que quando a esmola é grande, o pobre desconfia. Eles continuam a dormir todos juntos, continuam em ter dificuldade em aceitar a bondade de outrem, etc. Tudo é feito cautelosamente e sem soltar foguetes antes da festa.

O incrível cenário de conforto parece ser um inimigo para Daryl, que não altera em nada os seus comportamentos. A prestação de Norman Reedus é tão credível que é impossível não o compararmos com um animal enjaulado e que dá voltas e voltas no seu espaço confinado. A sua instabilidade de predador, retratado numa excelente cena de má culinária, reforça muito mais esta personagem que foi criada de raiz para a série. Daryl é um homem da natureza, é um renegado, é um mártir das atrocidades humanas, não conhece outra realidade a não ser lutar pela sobrevivência. Ele caça para ele e para os seus, protege-os a todo o custo com os seus sentidos bem apurados e aproveita os recursos que surgem à sua volta. Isto é o que o torna uma das melhores personagens de The Walking Dead.

O que será que nos reserva os futuros capítulos em Alexandria? Até nós estamos desconfiados com o sítio, tudo é bom demais para ser verdade e, como todos já sabemos, o que o ser humano faz para sobreviver é uma ameaça bem mais perigosa que qualquer outra.

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The Walking Dead chega a Alexandria e ficamos a conhecer novos intervenientes misteriosamente empolgantes.

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