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The Walking Dead – 5×08 – Coda

The Walking Dead

Chegámos àquele momento em que iremos estar 3 meses inteiros sem a mais famosa série de zombies do mundo. Neste midseason finale, como já é tradição para quem gosta de The Walking Dead, uma personagem principal é aniquilada, vou tentar não ser spoiler mas… foi Beth! Desculpem, mas isto merece ser dito com toda a convicção!

Na minha humilde opinião, a personagem de Beth era absolutamente intragável: uma versão pós-apocalíptica de uma teenager americana que pensa mais no seu próprio umbigo e no parecer bem para as câmaras do que em sobreviver e lidar com os problemas do dia-a-dia. É certo que Beth teve um maior destaque nesta quinta temporada e, embora num episódio isolado, todos nós esperávamos que ela mais tarde ou mais cedo fosse à vida. Coda é brilhante em todos os aspetos.

O grupo prepara a negociação com Dawn, líder do Hospital de Atlanta, entre os seus polícias de patrulha e Carol e Beth. Tudo aponta para que seja pacífica esta troca. Ao mesmo tempo em que decorre o acordo, vemos o Padre Gabriel (que sinceramente veio a substituir Beth no papel de personagem mais irritante) a lutar pela sua vida assim que foge da Igreja que lhe conferia abrigo. Michonne e Carl apressam-se a ajudá-lo, chegando a ter convidados indesejados a pernoitar e, nisto, refiro-me claramente aos walkers.

Depois de se saber que Eugene era uma farsa, o resto do grupo: Maggie, Abraham, Glen, Eugene, Rosita e Tara regressam à Igreja para resgatar os restantes desalojados e metem o turbo para ir ao encontro de Rick e dos restantes.

Em Coda vemos o melhor que The Walking Dead pode oferecer aos seus fãs, tem twists interessantes e um final emotivo. É fugaz e ritmado, com excelentes interpretações e um argumento convicto e simples. Com uma direção de fotografia absorvente e banda-sonora adequada, Coda é um bonito e violento meio-final de temporada. Resta saber o que irá acontecer a seguir…

Para terminar, posso dizer com satisfação que o regresso de The Walking Dead foi do mais criativo e violento possível, acabando com as longas esperas no mesmo local que acabavam por denegrir a imagem da série, bem como dá estabilidade emocional aos personagens que até há pouco estavam constantemente a batalhar no que é certo e errado, bem e mal. Na lei da sobrevivência não há lados a escolher, apenas o caminho da salvação e ninguém quer saber do que é politicamente correto.

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Coda é triunfante porque entrega precisamente aos fãs o que eles precisavam a esta altura do campeonato: ação, sangue e twists deliciosos.

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