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The Walking Dead – 5×07 – Crossed

The Walking Dead

Para os que perderam o Frame by Frame da semana passada, Daryl e Carol procuraram por Beth até que se separaram por circunstâncias bem perigosas. Carol ficou entregue à mercê dos raptores de Beth e Daryl regressou à igreja onde os seus compinchas pernoitam para recrutar o exército de resgate da sua amiga.

Em Crossed acompanhamos onde o enredo terminou do episódio anterior e vemos Rick reunido com Daryl e a programar o plano de resgate de Carol. Michonne, Carl e a pequena Judith ficam para trás, à guarda do amedrontado padre Gabriel Stokes. Sasha ainda se debate pela morte de Bob, seu companheiro intimista. Maggie e Glenn continuam a aguardar que Eugene acorde do coma induzido por Abraham. Quando planeiam estabelecer um acordo com Dawn, a líder do Hospital de Atlanta, Rick e os restantes capturam polícias à guarda da mesma e de quem fazem reféns em troca de Beth e Carol, e nisto, o grupo baixa a guarda e o desastre acontece.

É certo que este episódio não é dos melhores, nem tão pouco. Funciona como uma união de pontas soltas de um capítulo para o outro e não traz grandes surpresas. Consegue trazer, no entanto, algo de muito importante que até agora The Walking Dead tem falhado: trabalho de atores. Ainda que Norman Reedus se mantenha fiel à personagem de Daryl, e Carol esteja acamada, é em Andrew Lincoln (que interpreta Rick Grimes) e em Lauren Cohan (Maggie) que mais nos focamos. Ambas as personagens recebem maior destaque e mostram os seus lados lutadores e humanos em contraste com os de sobreviventes e impiedosos.

Não menosprezando os restantes, Crossed ganha muita vivacidade por estes dois atores que até agora tinham vivido na sombra da dualidade das suas personagens. Ao contrário de Sonequa Martin-Green que, embora boa atriz, não parece estar a conseguir levar Sasha da melhor forma. Aliás, os argumentistas também não têm ajudado: quando uma personagem de The Walking Dead perde um ente querido tem tendência a agir de forma impulsiva e radical que só provoca atrasos indesejados à narrativa. Esta precária característica devia ser substituída por uma ânsia de combate exacerbada e maior cuidado emotivo, dado que num mundo pós-apocalíptico, só os mais fortes sobrevivem.

O próximo episódio é o midseason finale, que irá certamente culminar em algo de muito interessante já que se espera a morte de um personagem dito principal.

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Crossed revela novamente as fragilidades de The Walking Dead e continua a trabalhar as personagens de forma preguiçosa.

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