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The Walking Dead – 5×05 – Self Help

The Walking Dead

Já convivemos algum tempo com as novas personagens da série: Abraham, Eugene, Rosita e Tara que têm ajudado Rick e o grupo no seu dia-a-dia. No entanto, pouco ainda se conhece das suas histórias particulares. O bom de The Walking Dead é que há sempre um episódio dedicado a uma personagem e à sua vivência anterior.

Glen e Maggie abandonaram os seus amigos para levarem o tão promissor cientista Eugene para Washington com o objetivo de solucionar o problema da epidemia. Numa viagem atribulada e recheada de momentos de adrenalina, o novo grupo de sobreviventes sofre um acidente e necessita de encontrar refúgio. Uma biblioteca funciona na perfeição, mas… por quanto tempo? Sem recursos nem mantimentos, não há por que permanecer no local. Ainda assim, após descansarem e planearem os seus próximos passos, o grupo envia uma horda de zombies para o inferno até que se encontram num beco sem saída.

Ao longo do episódio vão havendo algumas referências ao passado de Abraham em forma de flashbacks. Acerca disto há pouco a dizer: são demasiado curtos e completamente desinteressantes. Não se descobre nada ao longo das interrupções que seja ideal ou que tenha qualquer relevo para a narrativa principal. Abraham tinha uma família e que fora morta pelos walkers. Não é um tema novo, e a filmagem não tem qualquer momento interessante.

Michael Cudlitz ganha, pela primeira vez, o protagonismo de conduzir um episódio inteiro, ao mesmo tempo que se vai debatendo com as exigências da sua figura na série. Abraham é desequilibrado e comporta-se como uma máquina conduzida pela força e não pelo cérebro.

Eugene é um geek sinistro e a todos os momentos que surge, temos a sensação que ele é mais um tarado sexual (uma conotação engraçada com o nome do episódio) do que uma figura de relevância para a salvação do planeta. A sua personagem, devido às suas atitudes ao longo das temporadas, tem mostrado esconder precisamente aquilo que é. Só quem não vê a série perceberia que ele é uma fraude, portanto…nada de novo!

Rosita não é, nada mais, nada menos, do que o depósito de frustração de Abraham. É um artífice das necessidades sexuais do mesmo e não tem qualquer postura nem um papel que se considere importante no desenrolar do enredo.

Basicamente, numa breve conclusão, estas novas personagens de The Walking Dead não são, de todo, cativantes. São usadas como todas as outras foram a certa altura e não trazem absolutamente nada de novo. Devo dizer, no entanto, que as sequências de ação são interessantes. Normalmente a ausência dos ditos walkers, que oferecem toda a componente catastrófica da série, leva os episódios a uma monotonia irritante. Em Self Help vemo-los com fartura!

Mas já que a série tem andado tão bem, abstenho-me de mais comentários negativos, não vá os entendidos da produção lerem e ir tudo por água abaixo.

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Self Help é preguiçoso ainda que tenha umas sequências de ação castiças. As novas personagens não trazem grande entusiasmo para a série.

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