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The 100 – 3×12 – Demons

The 100

O episódio 12 tem início com uma viragem interessante que já tinha referido poder acontecer. Após alguns eps a dar protagonismo a Miller, Harper e Bryan, finalmente deram uso a isso, colocando os 3 sozinhos numa cena que iria dar início ao desencadeamento de acontecimentos neste episódio.
Enquanto esperavam pelo resto do grupo na gruta, Miller conta aos outros histórias de terror, numa noite de tempestade.
Para ajudar à história, quando Miller se afasta do grupo desaparece, Bryan segue-se e Harper não se escapa, ao dar de caras com género de Grounder. – Setup perfeito para dar início à storyline deste episódio!

Ao fim de alguns episódios Murphy volta a dar de caras com Emori na Pólis, enquanto faz a sua ronda com Ontari. Esta fica fica desconfiada, mas deixa passar.

A caminho do encontro de Miller e companhia, vai o resto da Team Skaikru. Raven aproveita para ler o diário de Becca. – Referência a Alie 2, que pelos vistos é a Alie 2.0, não falhei por muito. Ahah
Com algumas deduções percebem que a mutação genética que Becca forçou em si mesmo ao injectar-se com o “sangue preto”, tornou-se em algo hereditário e que Luna também possui, daí quererem encontrá-la.

Como não encontraram os seus amigos na gruta, decidiram procurar na Arkadia, que agora parece uma localidade fantasma.
Octavia dá de caras com a poça de sangue de Lincoln e mesmo sem querer, demonstra-se fragilizada mas determinada.

Já dentro da Arkadia, a Team Skaikru organiza-se de forma a pegar em tudo o que precisam sem perder tempo.
Team Octavia/Jasper encarrega-se de procurar o mapa de Lincoln para chegar a Luna. Ao chegar ao quarto de Lincoln, Octavia finalmente quebra e desata a partir tudo até se lembra que Jasper ainda lá está – “A Warriors doesn’t mourn the dead until the war is over” – Jasper dá-lhe espaço.
Octavia encontra o mapa, Jasper volta a entrar no quarto atordoado e avisa-a que não estão sozinhos, mas tarde demais. Mais 2 K.O.’s.
Team Bellamy procura material útil e encontra armamento suficiente para dar início à 4ª Guerra Mundial. – A nuclear foi a 3ª, got it? ahah
Team Clarke/Monty/Sinclair vasculham na zona da Engenharia.
Team Raven fica de volta do diário de Becca.
Bellamy chama Clarke, e Raven pede para ela deixar Alie 2.0 com ela, alegando saber activar o chip sem ser preciso um host. Segundo ela era provável haver uma frase para activar a Alie 2.0 e no livro de Becca o que não falta são frases em Latim (língua que o Sinclair havia aprendido) – “Ascendi Superius” – e Alie 2.0 está activa.
Raven aproxima-se demais, causando uma exaltação geral visto que – “When someone without the blood tales the Flame, the Flame takes their Life“.
Objectivo: adquirir o código que destrua Alie de vez e para isso é necessário um host para a Alie 2.0, de forma a saber como o usar. – Cena fixe, a Raven parece ter adquirido novos conhecimentos enquanto estava sob o controlo de Alie.

Emori encontra-se com Murphy no santuário dos comandantes. Curiosamente demonstra-se mais fascinada como tudo o que a rodeia do que seria previsto, o que nos leva a desconfiar dela.
Murphy revela a Emori que o seu papel é fazer que os Grouders acreditem que Ontari é mesmo a Commander, mesmo sem a Flame. Apesar do interesse suspeito que Emori revela, Murphy continua armado em livro aberto ao mundo. – Burrinho.

Team  Clarke/Monty sai ao encontro de Bellamy.
Ao fundo do corredor começa a tocar uma música de embalar, com as luzes da Arkadia a falhar – Digno de um filme de terror.
Monty avisa Clarke que seguir musicas creepy nunca foi uma boa ideia – Monty é astuto, seja como Monty.
Clarke a ser Clarke não liga. Aproximam-se, a música começa a ficar distorcida. Tensão ao máximo, a corda acaba. O brinquedo pertenceu a Aaron.
Granada de fumo dos homens da montanha, Monty K.O.. O vulto aproxima-se, Clarke tira-lhe a máscara… Emerson! – bem pensado por Emerson usar o brinquedo do seu filho como distração. Impacto máximo!
Clarke escapa e vai ao encontro de Bellamy para tentar encontrar Monty e Emerson. Rapidamente chegam à conclusão que Octavia, Jasper, Miller, Harper e Bryan também já foram “apanhados” por o último Homem da Montanha. Clarke revela a Bellamy que a culpa é dela por ter deixado o Emerson viver.
Raven e Sinclair respondem estar a salvo mas sozinhos. Não por muito tempo, visto que Emerson já está com eles, a luz vai abaixo. Numa cena de muita agitação e suspense, Sinclair luta com Emerson enquanto Raven se tranca no jipe. Sinclair acaba por aparecer esfaqueado em frente ao jipe, Raven não resiste e sai do jipe. Raven é a próxima a ser capturada por Emerson.

Clarke e Bellamy chegam tarde demais, Sinclair acaba por morrer.
Clarke chega à conclusão do único sítio onde Emerson podia ter levado a Team Skaikru: The Airlock. – coincidência do destino, no Mount Wheather, Clarke matou toda a gente por asfixia com ar tóxico. Emerson prepara-se para fazer o mesmo, cortando o oxigénio.

De volta à Pólis, surpresa! Jaha “The Brown” aparece debaixo do manto de Gandalf prometendo ter o que Ontari precisa para ser realmente a comandante.
Numa jogada inteligente, Jaha e Alie, usando Emori conseguem comprometer Murphy, colocando Ontari contra ele.
Face a todas a inseguranças de Ontari, esta parece ir na cantiga de Jaha e Murphy é preso. E Ontari fica fascinada com a Key, visto que tem o símbolo dos Commanders.

De volta à Arkadia, Clarke e Bellamy não têm qualquer vantagem face a Emerson. O plano de distração/tiro não funciona. Bellamy acaba por se entregar.
Emerson sai da Airlock ao encontro de Clarke e como vingança por esta ter morto a sua família e amigos no Mount Weahter, dá início o processo de sucção de oxigénio da Airlock com todos lá dentro. – a Legião de fãs de The 100 começa a ficar preocupada.
Emerson faz Clarke implorar para ele parar. Nada feito.
A Team Skaikru começa a ceder. – Fãs de The 100 em pânico.
Clarke refere Aaron, Emerson perde o controlo, asfixiando Clarke também. Mas face ao que Clarke fez com ele, ao deixá-lo sobreviver sabendo que todos os que amava estavam mortos (deu asneira), Emerson decide retribuir o favor/pena.
Dentro da Airlock, começam a perder os sentidos. – Legião de fãs a rogar pragas a Jason Rothenberg.
Tudo parece perdido, sendo preciso algo muito fantástico acontecer para reverter a situação actual.
-“Any last words for your friends?“- Clarke: “Ascendi Superius.” – colocando Alie 2.0 no pescoço de Emerson.
Enquanto Emerson se contorce em agonia com o chip a consumi-lo rapidamente, Clarke abre a Airlock. Tudo a salvo//Emerson morre.

Altura de homenagear Sinclair e Lincoln, numa cerimónia improvisada. Octavia deixa o lado de durona para soltar os sentimentos dela por Lincoln num último adeus. Octavia olha de forma intensa para o seu irmão, tudo parece estar perto de voltar ao normal entre os irmãos Blake.

Dá-se a organização do grupo (Clarke, Bellamy, Octavia e Jasper) para procurar de Luna.
Raven e Monty decidem ficar na Arkadia para encontrar o código de Alie no sistema da Arkadia, de forma a ter acesso ao mesmo, para encontrar possíveis falhas. Miller, Harper e Bryan ficam com eles para servir de guarda.

Na Pólis uma grande mudança se aproxima. Jaha e Ontari em pé cada um dum lado do trono, vazio. Numa transição sublime nas costas de Emori, Alie aparece sentada no trono. – “It’s time to fill the City Of Light.”

Pontos importantes:
-Onde raio está o Kane??? Os City of Lighter’s já tiveram tempo para chegar à Pólis, mas Kane (que saiu antes deles) ainda não? Espero que seja bem explicado no próximo episódio. No entanto, vista a forma como acabou o episódio, ainda bem que não lá chegou.
-É ingrato que de todos os presentes, tenham escolhido matar o Sinclair. Isto porque é uma personagem que já vem desde do início e nunca teve grande espaço para brilhar. Era interessante terem explorado mais a relação dele com a Raven.
-Monty parece mais são do que seria de esperar, face à morte da sua mãe. Por um lado, acho que não conseguiram muito bem retratar a sua relação com a mãe, mas por outro ainda bem que assim foi, já chega de maluquinhos!
-A forma como retrataram o luto de Octavia foi tocante. É incrível o que Marie Avgeropoulos consegue a nível de interpretação, apenas dando uso a expressões faciais.
-Harper Miller e Bryan, que ganharam protagonismo ao longo dos últimos episódios, foram bem aproveitados! Primeiro porque não ganharam protagonismo para morrer à primeira chance e depois porque Jarod Joseph, Chelsey Reist e Jonathan Whitesell mostraram ter estofo para ter direito a mais tempo de ecrã.
-A cena final de Clarke e Emerson foi óptima! É interessante como se tem conseguido arranjar soluções realistas e viáveis em momentos de morte quase certa.
-Tivemos com Demons um episódio fantástico de regresso às origens de The 100, onde pudemos finalmente ver o gangue novamente reunido.
-É fantástico ver como todas as personagens foram evoluindo a nível de argumento e como estão interligadas entre si, muito bem escrita essa parte em específico.

Ponto mais importante:
-Pessoalmente, este foi o meu episódio preferido da temporada. Jason Rothenberg, conseguiu juntar Thriller/Suspense/Horror à lista de géneros que descreve The 100. Do início ao fim tivemos cenas quase sublimes de cortar a respiração:
—O início na gruta;
—A cena do brinquedo musical;
—A perseguição a Raven vista na 1ª pessoa, com visão nocturna;
—O momento em que Alie 2.0 é colocada no pescoço de Emerson.
Se esta série fosse transmitida em Outubro e este episódio fosse um especial de Halloween, facilmente ofuscava American Horror Story.
The 100 está cada vez mais eclética e a pouco e pouco continua a restaurar as inconsistências do início da temporada.

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