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The 100 – 3×11 – Nevermore

The 100

Começa o episódio 11 como acabou o episódio 10, com Clarke e Jasper no Jipe. Apesar deste a ter salvo, não guarda amores por ela.
Idêntico a isso, Octavia não perdoa Bellamy pelo Lincoln.
Parece que matar o cônjuge de alguém é algo recorrente, mas pouco apreciado em The 100.
Infelizmente percebemos que Bellamy não orquestrou a entrega de Pike porque era correcto e sim para salvar a sua irmã. Não é a motivação mais altruísta, justificando a posição de Octavia.

Ao chegar à gruta, todos se apressam a levar Raven para dentro antes que ela acorde.
Sendo que Allie pode ver e ouvir o mesmo que Raven, é de valor.
Entretanto Clarke mostra a Flame, Raven desperta e começa a insanidade. Se Alie já queria saber a sua localização, então agora…
O grande ponto positivo é que o plano de Raven para se livrar do controlo de Alie ainda não está morto, visto que Clarke sabe onde encontrar uma pulseira dos 100.
Para isso, recorre a Niylah (a rebound lover de Clarke pós-Lexa), uma sucateira da zona, mas esta não parece muito receptiva a visitas da Skaikru, por seu pai fazer parte do exército de Grounders aniquilado por Pike, Bellamy e companhia. – não sei porquê, mas Niylah e Bellamy debaixo do mesmo tecto…
Ainda por cima as coisas não começam bem, pois Niylah recusou dar-lhes abrigo e Bellamy forçou a entrada ameaçando-a à estilo Pikeano.

Raven volta a despertar, conjugando a sobriedade na procura de saber onde está e a insanidade para se libertar. – A preocupação regressa assim que prendem Raven à cama pelos pulsos. Afim ao cabo, ela cortou os pulsos há menos de 24 horas…
Clarke dirigi-se a Niylah (Raven cala-se), pedindo-lhe para ela não entrar no quarto (mais um motivo para achar que estarem ali só pode dar asneira). Para além disso usa pressão psicológica para conseguir a pulseira. – Quão boa pessoa é Niylah?

Começa a discussão para executar o plano de Raven, mas para isso é preciso um electromagneto.
Surgem duas hipóteses:
-A Arkadia, plano nada viável;
-A Dropship;
Monty voluntaria-se para o ir buscar, Octavia acompanha-o – Sempre que há trabalhos perigosos no terreno, lá está Octavia, a destemida.
Chega o inevitável, Alie percebe que Raven está presa pelos pulsos, resultando na cena mais agressiva da temporada. – “Momento The 100
Na sua luta para se libertar e descobrir onde está, começa por tentar soltar uma das mãos, deslocando intencionalmente o ombro oposto para aumentar o alcance e de forma maníaca – “There is no pain in the City Of Light.” – os pulsos voltam a abrir, jorrando sangue intensamente. Neste momento vi o reflexo da minha cara no ecrã do pc > era a cara chapada do Jasper. Conclusão: óptima interpretação por Jasper!
Quando achava que The 100 não podia ficar mais gráfico… WOW!
Recomeça o reboliço para segurar Raven e Jasper opta por outra abordagem tentando chegar a Alie, mas é Clarke quem a consegue manipular, com um ultimato: Raven morre, a Alie 2 desaparece. Funcionou! – Fácil demais. A Alie não é assim tão burra, por algum motivo é uma “Inteligência Artificial”.
Na iminência de Raven voltar a tentar soltar-se, Bellamy sugere alguém ficar com ela.
Visto a abordagem física não funcionou, Alie aposta numa abordagem mais psicológica. Jasper é a primeira vítima.
Bellamy tenta dar uma lição de moral Jasper, mas rapidamente se vira contra ele. Afim ao cabo Bellamy não é ,de todo, o melhor exemplo.
1º turno: Clarke.
Raven aka Alie pega no Mount Weather para atingir Clarke, não funciona. Charlotte e Finn seguem-se, Clarke treme. O pai dela, Clarke começa a perder a paciência. Clarke tenta calar Alie à força e é mordida, total breakdown.
Alie ganha a 1ª ronda.
Recompensa: Clarke ameaça fritá-la, Alie agora sabe que eles precisam do electromagneto e onde o vão buscar.

Monty e Octavia chegam à dropship e eAo sair da dropship, num momento de suspense, aparece a sua mãe. – Coincidência a mais para ser obra do destino.
Monty questiona-a como é que ela o pode denunciar a Pike e ela nega. Monty percebe que algo está errado e faz uma pergunta mais pessoal. Hannah tenta evadir-se à pergunta e Monty percebe que ela tomou a Key.
Com isto tenta convencer Monty a tomar também, perante a recusa torna-se mais física. Octavia aparece salvando Monty de uma tareia à moda antiga e tenta matar Hannah, mas Monty impede-a, invertendo-se os papéis. Monty fica entre deixar Octavia morrer ou disparar sobre a sua mãe, Alie não quer saber.
Monty dispara, Hannah morre, fãs de The 100 outra vez em apoteose.
Foi inteligente da parte a Alie mandar só a mãe da Monty ao invés de mandar um exército inteiro. A subtileza de Alie a resolver os assuntos e a forma como manipula os adversários é digno de um grande líder. Ser desprovida de emoções é que se demonstra uma grande falha, o que a vai denunciar sempre em momentos decisivos.

2º turno: Bellamy e Jasper – porque é que Bellamy achou que era boa ideia meter Jasper (já fragilizado) a olhar por Raven?
Começa novamente o jogo psicológico onde Jasper é o alvo principal. Este tenta argumentar, mas mais parecia um garoto a tentar justificar-se com base nos erros dos outros. Raven ignora e continua. Jasper perde a paciência, Bellamy diz-lhe para sair.
3º turno: Bellamy
Raven recomeça pegando no facto de Bellamy não ter recebido créditos pelo genocídio no Mount Weather, pelas mortes na Arca, por ser responsável pela morte da sua mãe e finalmente, por ser responsável pela morte do exército de Grounders.
Lembram-se do silêncio de Raven quando Clarke falou com Niylah? Bem, Alie não só vê como também ouve.
Niylah entra no quarto. Alie ganha novamente.
Recompensa: Sabe da localização deles.
Monty e Octavia chegam e dão início ao plano de Raven. Alie obriga Raven a automutilar-se até à morte. Clarke tenta-a convencer a parar com a promessa de lhe entregar a Flame. – Neste momento acontece algo inédito, onde temos Alie a obedecer e Raven a proteger os interesses de Alie, dizendo-lhe que Clarke está a mentir. A falta de emoções de Alie traz-lhe dificuldades em perceber o ser humano. Isto é, quando não há emoções, é-se mais analista, logo não há percepção de verdade ou mentira. Neste caso, ter um exército de humanos, parece ser uma mais valia para Alie nesse campo.
Começa a tensão final. Alie sabe do paradeiro deles e para atrasar ainda mais, a bateria não é forte o suficiente.

Ao ir buscar a do carro, descobrem que Alie já os encontrou com um drone.
É dado o choque, Raven desmaia e não volta a acordar. Lesão cerebral?
Jasper para vingar Raven decide destruir a Alie 2. Clarke é obrigada a desvendar que o chip também é a Lexa, visto que foi tirado da parte detrás da cabeça dela.
BLING! Lâmpada em cima da cabeça de Clarke. Conclusão: como o chip da Alie 2 é introduzido na parte detrás da cabeça (curiosamente perto da zona do cerebelo, responsável pelo controlo corpo), as Keys da Alie também se concentram na mesma zona de acção.
Clarke faz um corte no sítio onde Lexa tinha a Alie 2. Começa a escorrer um género de sangue pastoso.
RAVEN IS 100% BACK!
O episódio acaba com Clarke a cobrir uma ferida de Bellamy dizendo que ele vai recuperar.
Mas para Bellamy, recuperar fisicamente não lhe diz nada comparativamente ao que vai na cabeça dele. Com isto questiona-se se tomou mesmo as decisões acertadas.
-“What do you do when you realize, you might not be the good guy?”
-“Maybe there are no good guys.”
Antes do fim, ainda dá tempo para ir à famosa City Of Light (já está mais habitada!) onde Alie deixa claro que por Raven saber o porquê dela querer a Alie 2, têm de os matar todos. – Neste momento Alie desiste da táctica “dividir para conquistar”, para a apostar na “destruir tudo”.

Pontos importantes:
-Temos um episódio muito focado nas emoções de Jasper, que mesmo depois de tudo o que Clarke lhe fez, ele mostrou-se superior ao não destruir a flame – ”Couldn’t do what you did.
-A conversa entre Monty e Octavia na Dropship deixou-nos cientes da posição dela no que toca a onde ela pertence. É um bocado irritante a Octavia destroçada ao ponto de achar que não tem de pertencer a lado nenhum, está na altura disso mudar para a personagem continuar a ter interesse.
Lindsey Morgan, a repetir a façanha, bravo!
-O instrumental usado foi fantástico! Em todas as cenas de maior tensão/sentimento, a banda sonora acompanhou-as na perfeição!
-Contra o que muitos acham, na minha opinião a ideia da City Of Light torna-se interessante pela forma como os seus membros podem agir. São autênticas máquinas de guerra, muito hardcore!
-A morte da mãe de Monty, que para mim foi mais chocante que a de Lincoln. Porquê? Porque mostrou mais uma vez o quão dark é a mente do Jason Rothenberg. Não só tivemos Monty a matar a própria mãe (que o colocou quase em hiperventilação ao tentar convencer-se que por causa da key, não havia forma de a salvar), como tivemos Monty a descobrir que era possível resgatá-la da City Of Light. Vai ser interessante ver como a personagem vai mudar daqui para a frente a nível psicológico.

Ponto mais importante:
The 100 voltou a fazer uma aposta arriscada com este episódio, à semelhança do que The Walking Dead fez em “The Same Boat” (Carol e Maggie no armazém). Recorrendo a uma só linha de acção durante 40 minutos e 80% desenrolado no mesmo sítio, The 100 conseguiu um episódio igualmente excelente.

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