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The 100 – 3×06 – Bitter Harvest

The 100

À medida que Clarke luta pela paz entre clãs, tentado convencer Lexa que sangue não se paga com sangue, Pike luta pelo oposto.
E assim começa o 6º episódio, com Clarke apaziguadora, apesar de se encontrar num grande dilema entre o que pensa e sente. Por outro lado, temos Titus (conselheiro de Lexa) a tentar dissuadir Clarke da sua ideia pacifista, sendo que esta pode por em causa o reinado da Heda.
A imprevisibilidade de Titus cria uma grande incógnita relativa ao futuro no romance entre Clarke e Lexa e por outro lado, à força e influência de Lexa enquanto comandante da Polis e de todos os clãs.

Do lado dos Skaikru temos a facção de Pike a explorar e a testar novos territórios de forma a criar uma sociedade auto-suficiente. Visto por este ponto de vista, até é algo bem pensado e digno de um bom líder, mas há um grande problema…
É que para isso, Pike tem um posição extremista e xenófoba em relação aos Grounders, convencendo todos os seus “seguidores” que é impossível haver um entendimento sem recorrer à força e que por esse mesmo motivo, os Skaikru, têm de ser implacáveis, sob o lema de “matar ou morrer”.
O pior no meio disto tudo, é mesmo a transformação que Bellamy está a sofrer sob o comando de Pike, estando cada vez mais irreconhecível. Ter denunciado Clarke foi o início, agora não querer saber de Octavia? Está a chegar a um ponto sem retorno, como aconteceu com Finn.

Ainda na Arcadia, Kane parece ter os dias contados porque com a tentativa de espiar Pike para evitar males maiores, o tiro saiu pela culatra. O que é uma pena, visto que a cumplicidade que ganhou com Abigail durante a primeira temporada, está a começar a tornar-se em algo mais.

Em paralelo de todos estes conflitos, temos Jaha e a City of Light.
É certo e sabido que para o público em geral, o fascínio e burburinho que havia em volta da City Of Light foi-se desvanecendo ao longo desta 3ª temporada, muito por culpa do quão irritante Jaha se tornou. Mas irritante ao ponto de que um episódio sem ele, era uma vitória!
A explicação mais pormenorizada do funcionamento do comprimido (The Key) e o desapego emocional de Jaha ao ponto de não se lembrar do filho, causa uma sensação de revolta para com a possibilidade de que mais tarde ou mais cedo podemos perder mais personagens importantes para esse estado de transe. Raven foi a primeira, Jasper tem a mesma vontade. A fim ao cabo nem ia ser mau, acho que já todos estamos fartos deste Jasper desapegado de tudo e sem juízo.

Agora a parte realmente importante… Raven ter-se juntado a Jaha e a Alie no episódio 5 começou por ser um desgosto, visto que era uma das personagens mais dinâmicas e expressivas da série (se bem que agora andava mais esquecida e taciturna). No entanto, depois deste episódio, ficou uma certa esperança devido ao facto de ter voltado a mostrar um bocado do que era antes da lesão e por ser o “fio condutor” na a demanda de Jaha e Alie, tornando-a novamente interessante. Alie recorre a Raven para recuperar um upgrade do seu programa de Inteligência Artificial, desenvolvido por Becca (a sua criadora), que segundo consta, se encontra na Polaris (13ª estação que nunca chegou ao espaço).
O que nos remete para última cena onde temos Titus a torturar Murphy por causa deste ter um dos comprimidos da City Of Light, que por algum motivo o símbolo infinito cravado neles tem um forte significado para os Grounders. Durante essa cena, ao fundo vemos parte da Polaris onde o “A” e o “R” estão queimados, explicando assim como surgiu o nome “Polis”.
Com isto são levantadas inúmeras questões:
Quem é realmente o Titus e quais as suas intenções?
Será que alguém da Polaris sobreviveu? Se sim, qual a sua relação com os Grounders?
Será que o upgrade da Alie, levado por Becca para o espaço é uma versão corrigida, que vai contra a destruição do planeta? E se sim, será que Alie a quer recuperar para a destruir?

O que é certo é que apesar desta temporada ter começado em fogo brando e com menos acção das anteriores, está a começar a ganhar bons contornos e a chegar a um ponto que não deixa dúvidas de que acção é o que não vai faltar.
Por outro lado, o mistério em volta da série, continua a ser muito cativante, deixando boas expectativas para o que aí vem!

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