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How to Get Away with Murder – 2×02 – She’s Dying

How to Get Away with Murder

Estamos de volta esta semana com mais um episódio magnífico de uma das séries mais fulgurantes desta fall season. She’s Dying continua exatamente onde It’s Time to Move On terminou, progredindo com a fórmula original e exclusiva da sua primeira temporada: a abordagem de um caso chocante que vamos desvendando à medida que avançamos nos episódios e que envolve os protagonistas mais uma vez.

O caso dos irmãos adotivos que são acusados de terem assassinado a sua família continua ativo e Nate Lahey ainda enfrenta o tribunal e as odes não parecem estar a seu favor. As coisas não estão fáceis para Annalise, que nem com um caso nem com o outro parece obter resultados e a recente descoberta da sua relação amorosa com Eve Barhlow parece injetar ainda mais mistério. Annalise é chamada a depor no julgamento de Nate e uma nova e implacável procuradora tenta a todo o custo arrancar as informações que precisa para a incriminar a ela do homicídio do seu marido e não o suposto réu, mas acima de tudo, há que desviar as atenções de Eve pelo relacionamento ilícito que tem com a protagonista. Já no caso dos gémeos, alguns segredos e mentiras colocam em causa a fragilidade da sentença final do seu caso e os nossos queridos alunos de advocacia terão que intervir para amenizar a situação. Enquanto isto, vamos novamente “viajar” um pouco pelo foro emocional deles, vendo a forma como Connor e Oliver levam a sua relação com a recente novidade de que Oliver é seropositivo e de um bonito estranho que parece ter captado o olho de Michaela. Até mesmo Asher, com as suas típicas idiotices, decide fazer frente à procuradora que o incentivou a denunciar Eve às autoridades, ao mesmo tempo que Laurel tenta seduzir Frank sem sucesso.

O argumento de She’s Dying é ainda mais ousado e furtivo do que o início da temporada, que por si só, já reunia todos os elementos de um excelente regresso. How to Get Away with Murder, não só continua a apostar no desenvolvimento e percepção das suas personagens, como continua a espantar os espectadores com twists inesperados e um enredo polvilhado de “bocas” pertinentes e audaciosas. Mesmo a nível de atores, a série parece aumentar as exigências de todos e o seu trabalho consegue ser ainda mais convincente assim que se avança no argumento. Mas, aqui, o guião tem um brilho ainda maior assim que vai desvendando um pouco mais do grande mistério e que continua a deixar-nos boquiabertos com o envolvimento das personagens. A componente humana e de estudo performativo realça o seio diga-se “familiar” dos intervenientes da narrativa, vasculhando com cuidado e em tempo contado a exposição da vida pessoal de cada um dos nossos ditos “heróis”. Viola Davis continua a brilhar e o conflito interior da sua personagem suscita-nos todo o tipo de emoções, bem como nos conduz a uma reflexão de que “esta mulher tem sempre algo preparado para as situações e estas lágrimas de crocodilo não são, de todo, puras.”.

Já Wes, Laurel, Asher, Michaela e Connor aproximam-se uns dos outros, mesmo que pouco ainda se cruzem nas vidas pessoais de cada um, mas há um momento em particular que consegue arrancar o melhor momento do episódio [SPOILER: a cena em casa do casal homossexual da série.].

Mesmo assim, o argumento de How to Get Away with Murder é criado com o propósito de chocar, embasbacar e mascarar um tema humano no meio de reviravoltas que mantêm a narrativa fresca e em constante evolução.

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Este novo episódio continua a progredir no enredo que se revela cada vez mais palpitante e traiçoeiro.

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