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Game of Thrones – 5×09 – The Dance of Dragons

Game of Thrones

Jon Snow regressa à Muralha com os sobreviventes de Hardhome e Arya vê Meryn Trant chegar a Braavos com o muito tosco Sr. Tyrell e a sua curiosidade e sede de vingança leva-a a afastar-se do seu treino. Stannis abraça o seu destino e cede à vontade de Melisandre, enquanto que Daenerys (contra a sua vontade) dá início às lutas de “gladiadores” em Mereen.

Bem diziam os atores que o episódio 9 iria “rebentar com a Internet” e, spoiler alert, isso aconteceu mesmo! The Dance of Dragons assume-se como o melhor e mais visceral episódio da saga de George R. R. Martin, em que as emoções controlam o espectador do início ao fim. Eu, como muitos outros, senti o meu coração a partir-se em dois, ao mesmo tempo que a euforia, o êxtase e uma boa dose de espanto se apoderaram dos meus olhos um pouco depois. A narrativa negra e polvilhada de surpresas foi sempre o ponto mais forte de Game of Thrones que, com a ajuda de um elenco talentoso e infalível, conseguiu alcançar o auge (de toda a série) neste capítulo. A escrita de David BenioffD. B. Weiss vai gradualmente iludindo o espectador, que é absorvido para a história e fica alheio aos chocantes desenvolvimentos que se seguem.

Depois da batalha de Hardhome ter impulsionado a linha narrativa de Jon Snow, é a vez de Stannis e Daenerys subirem ao pódio e o contraste do inverno duro de Winterfell com a solarenga cidade de Meereen resulta num verdadeiro festim visual. As polémicas e controvérsias vão certamente aumentar mas, para quem é realmente um fã, irá saborear todos os momentos de The Dance of Dragons. David Nutter, o realizador de serviço, procurou ampliar a escala ao tentar captar toda a grandeza e magnificência do universo do escritor, desde a riqueza monumental de Mereen, até à simplicidade e doçura da relação de Sir Davos com Shireen, filha de Stannis. Este último é um momento particularmente delicioso, pois tivemos o prazer de assistir a uma amizade pura surgir entre ambos em capítulos anteriores e que traz um pouco de conforto às pesadas temáticas da série. Para evitar dar spoilers através do meu entusiasmo e dizer quem são os novos alvos a abater na lista da Arya, vamos conversar sobre a expansão da história até então.

Apesar de ficarmos maravilhados com tudo em The Dance of Dragons, sentimos que a série se quer aproximar do final. O Inverno já chegou e finalmente começa a guerra que todos esperavam ver; ainda não há muitas respostas sobre os intervenientes, mas a narrativa está a fluir muito bem com a encarceração de Cersei, a presença de Jaime em Dorne, o avanço de Stannis, o treino de Arya, a recruta de Jon Snow e os conflitos de Daenerys com os Sons of the Harpy; até mesmo Sansa Stark está a inovar a sua personalidade e é oficialmente uma jogadora. Todas estas pequenas pontas soltas estão a desenvolver-se a um bom ritmo, estreitando a quantidade de personagens e o avanço temporal da narrativa. Isto não é algo negativo, muito pelo contrário! O facto de a equipa se preocupar com a qualidade do seu produto e não com a quantidade de temporadas acaba por ser uma jogada de mestre e mostra que a série está em boas mãos e não chegará ao cúmulo de ter temporadas infinitas como o caso de outros exercícios televisivos.

Sendo assim, aconselho a todos para se deliciarem com um dos melhores episódios de televisão e, inquestionavelmente, o mais sedutor, visualmente vertiginoso e monumental episódio de Game of Thrones.

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The Dance of Dragons é o melhor episódio da série até agora. Quebra o coração mais duro e, logo de seguida, deixa-nos arrepiados de adrenalina.

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