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Game of Thrones – 5×06 – Unbowed, Unbent, Unbroken

Game of Thrones

De volta a Westeros e às nossas adoráveis personagens temos definitivamente um dos melhores episódios da temporada. Sansa casa-se com Ramsey Bolton, a pequena Arya inicia o seu treino, Cersei Lannister solta um sorriso cínico para com a sua nora e Tyrion Lannister enfrenta um novo desafio.

Uma vez que se trata de um episódio recheado de momentos imprevisíveis, vou-me focar mais nos aspectos técnicos para não “spoilar” quem ainda não teve oportunidade de ver. Bryan Cogman é o autor do argumento e é acompanhado pela maravilhosa realização de Jeremy Podeswa, o mesmo do episódio anterior. A equipa de Game of Thrones é perita em criar situações pouco confortáveis para o seu público apalpando terreno para que não sejam levantadas suspeitas antes do crime, por assim dizer. Do outro lado do oceano, Jaime Lannister e Bronn também estão em maus lençóis assim que tentam resgatar Myrcella do reino de Dorne e são surpreendidos pelas Sand Snakes, filhas de Oberyn Martell; ao mesmo tempo que Sir Loras Tyrell se vê envolvido num julgamento pelas suas práticas homossexuais. A chave de Game of Thrones reside na forma como é criada uma falsa sensação de segurança para com os espectadores e, quando se pensa que nada mais nos pode surpreender, algo está a ser preparado. A maravilhosa forma com que o universo de George R.R. Martin corresponde a uma realidade fantasiada da sociedade de agora é assustadora, pois caminha em direção a um conceito de que quem é realmente genuíno e nobre é sempre espezinhado e “arrumado para o canto” desde o início.

No mundo de Westeros, quem é bom e não possui quaisquer ambições é dado como fraco ou derrotado e a maneira como o espectador assiste à crueldade que é transposta para o pequeno ecrã assimila-se a tudo aquilo que ele observa nas notícias (menos os dragões, como é óbvio.). O importante é que Game of Thrones começa finalmente a entrar no caminho mais difícil da sua jornada e que se torna ainda mais emocionante para nós que estamos, agora, a morrer por saber o que vai acontecer no futuro. O impacto visual dos momentos tem uma grande influência no público e, às vezes, os pensamentos negativos levam-nos a dizer “nunca mais vou ver isto” mas é exatamente isto que se pretende quando se assiste à série, o choque, o terror, o medo. Estou satisfeito com o episódio e mal posso esperar pelo próximo, venha ele!

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Unbowed, Unbent, Unbroken é um capítulo que irá causar polémica ainda que continue a preservar a imprevisibilidade do enredo.

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