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Game of Thrones – 5×02 – The House of Black and White

Game of Thrones

Tal como suspeitávamos, não iríamos esperar muito tempo até vermos a pequena Arya Stark na sua jornada para Braavos em busca do seu herói Jaqen H’ghar. Ela está de volta, mas parece não ter sucesso na sua busca. As coisas também não estão fáceis em King’s Landing, onde Cersei recebe o que parece ser uma ameaça de Dorne (reino pertencente à família de Oberyn Martell e que atualmente abriga a sua filha Myrcella) e Jaime voluntaria-se numa missão para a salvar. Em Meeren, Daenerys debate-se com o problema dos Sons of the Harpy que continuam a espalhar o caos nas ruas e o seu consulado parece estar dividido no que toca a tomar uma decisão. Tyrion continua a manter o seu estado de embriaguez no caminho para Meeren e Jon Snow recebe uma proposta de Stannis Baratheon.

The House of Black and White parece funcionar como o episódio impulsionador de novas vertentes narrativas. A exploração das fraquezas dos nossos (imensos) heróis e vilões dão lugar a novos problemas e a novas conclusões. Arya continua a murmurar os nomes de quem pretende matar, Khaleesi está envolta em conflitos morais, Jon Snow lança-se na carreira do 998º Comandante da Patrulha da Noite e a proteção de Brienne é rejeitada por Sansa; todas estas linhas de história encaminham o espectador gradualmente para um caminho que eles vêem como previsível, mas é em episódios como este que #GameofThrones continua a tirar proveito dos magníficos e chocantes twists da sua vasta complexidade narrativa. Na luta pelo poder ser-se bom significa ser-se fraco, ter piedade significa ter fraqueza e amor é sinónimo de derrota. Todos estes valores sobressaem de forma extraordinária em The House of Black and White, onde vemos uma Cersei a tentar governar um reino sem o consentimento dos seus conselheiros, uma Daenerys que pretende conquistar o seu povo através do medo e um Jon Snow que é humilde demais para saber que está destinado para algo maior do que ser um simples soldado. Apesar de não ser um capítulo genial, repleto de ação, ou de momentos chocantes, The House of Black and White resume-se a uma visão moralista de como as suas personagens lidam com o seu posto e a sua importância, procurando levá-las ao extremo e colocá-las em posições frágeis.

E como se isto não bastasse, somos levados por cenários tão perfeitos e tão maravilhosos que os ecrãs dos nossos computadores e das nossas televisões parecem ser demasiado pequenos para a sua magnificência. O universo de Westeros é um esplendor visual e, certamente, todos os elementos que contribuem para alimentar a sua narrativa complexa são uma mais-valia para manter o espectador colado ao ecrã.

O que será que vai acontecer nos futuros capítulos? Será que Brienne vai salvar Sansa de Littlefinger? Será que Jaime vai conseguir salvar a filha? Será que Daenerys vai reconquistar os seus dragões? Ainda é cedo para dizer, mas até lá, peçam à Ryanair por uma viagemzinha low cost para Meereen ou Braavos que eu alinho nisso! Afinal de contas, o mundo fictício de George R. R. Martin é, também ele, uma personagem fulcral no que diz respeito ao impacto visual da série.

Resumindo, The House of Black and White é o ponto de partida para novas etapas dos heróis de Westeros, é uma abordagem dos conflitos morais das suas personagens com os seus próprios valores e princípios e fá-lo num pano de fundo de uma beleza estonteante.

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The House of Black and White continua a progredir na vasta narrativa de Game of Thrones e dá destaque à pequena Arya que mostra-se cada vez mais madura.

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