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Game of Thrones – 5×01 – The Wars to Come

Game of Thrones

A série mais famosa do mundo está de volta e, embora tenha sido um regresso calmo e sem grandes surpresas, foi suficiente para matar as saudades de todas aquelas pessoas, mundos, traições e elementos que a tornam única.

As linhas narrativas de The Wars to Come dão seguimento aos acontecimentos que ocorreram no final da 4ª temporada com Tyrion a ser levado por Varys para um local seguro, Daenerys a lutar pelo controlo de Meeren e dos seus dragões, Cersei Lannister a um passo de governar King’s Landing e Jon Snow a tentar manter a ordem na Muralha, sobre a alçada do pretendente do trono Stannis Baratheon.

A magnífica realização de Michael Slovis consegue captar o que de melhor existe entre estas pequenas histórias não terminadas. Ao iniciar o episódio com um flashback de uma pequena (mas diabólica) Cersei Lannister em busca de respostas para o seu futuro catapulta o espectador para a noção de que a rainha terá um destaque maior nesta quinta temporada. Enquanto isso, a mesma está de luto pela morte do seu pai e jura vingança contra o seu irmão Tyrion Lannister (nada de novo, portanto). Tyrion, por outro lado, ainda se encontra num estado lastimável assim que, pela sua própria mão, pôs um fim à vida do seu pai e da sua amada Shae. O anão bebe até cair, vomita e volta a beber. Daenerys também não está propriamente em “bons lençóis” (tirando as escapadelas amorosas com Daario Naharis) em que uma nova ameaça floresce nas ruas de Meeren: os sanguinários Sons of the Harpy. A Mãe dos Dragões está a ter dificuldades em encontrar Drogon, o mais rebelde dos seus filhos, responsável pela morte de uma criança e os outros não estão satisfeitos por estarem trancados. Sansa também está de volta e, vejam lá, está com um novo visual! O despertar como uma figura a temer no jogo de manipulação com Littlefinger levou-a a escurecer o seu cabelo, conferindo-lhe um toque mais adulto e sombrio. Jon Snow, que tinha encontrado Stannis Baratheon assim que a batalha da Muralha terminou, tem de convencer Mance Ryder (líder dos wildlings) a ceder à vontade do seu novo hóspede ou então é queimado vivo.

A ausência de Arya Stark faz-se sentir mas, pelo menos, sabemos que a sua viagem irá ser bem mais importante do que a dos restantes que estão algo estagnados no seu meio, como podemos ver pela sinopse em cima. The Wars to Come inicia uma nova rota para a mais sangrenta guerra dos tronos, onde Daernerys precisa de recuperar a confiança dos seus dragões, pois é esse o seu maior trunfo enquanto rainha; precisa de lidar com o novo perigo nas ruas da sua cidade e satisfazer as necessidades do seu povo. Cersei parece recear o casamento do seu filho Tommen, agora Rei, com Margaery, ao mesmo tempo que sofre com a morte do pai. Jon Snow, como bom samaritano que é, procura encontrar um entendimento entre Stannis e Mance Ryder mas está ciente das consequências. Tyrion decide embarcar numa nova viagem com Varys, que o incita a conhecer a “futura” líder do Trono, Daenerys Targaryen.

Não foi um começo inesperado, nem surpreendente, mas foi um que realmente nos fez voltar à nostalgia de Westeros e de todas as suas formidáveis personagens. Não há pressas por desenvolvimentos, porque a narrativa deve ser construída gradualmente levando ao clímax dos magníficos episódios finais. Reviver todos aqueles rostos que, mesmo não sabendo o nome de muitos, trazem-nos tanta ansiedade durante semanas a fio em que a qualquer momento deixam de existir é, no mínimo, mágico. O universo de George R. R. Martin está de volta e muitas guerras estão, de facto, por vir e eu vou saborear todos os momentos delas, porque dez episódios é pouco para quem precisa de tantas respostas e para quem fica um ano à espera.

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Estamos de volta a Westeros e começamos devagarinho, saboreando todos os momentos ao lado destas extraordinárias personagens.

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