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The 100 – 3×16 – Perverse Instantation: Part Two

The 100

O EMP de Raven funciona na perfeição, trazendo Abby de volta.
Apesar de Ontari já não ser uma opção viável para parar Alie, Clarke mantém o foco em usar a Alie 2.0 para acabar com Alie. De que forma? Tomando ela a Flame. Recorrendo à técnica usada no Mount Weather, Clarke conecta-se a Ontari sanguineamente para a Flame não a consumir (como fez com Emerson). – Foi uma óptima ideia fazé-lo desta forma pois de outra não faria sentido nenhum.
Lá fora, apesar dos acessos ao topo da torre estarem cortados, os City Of Light’ers dão numa de Spider-Man e começam a trepá-la.

Na Arkadia, Jasper leva Harper até outra entrada e enquanto Raven o distrai, Monty sai pela outra porta conseguindo “desarmar” Jasper em segurança.

Para atrasar o exército de Alie, a Team Skaikru usa óleo para atrasar a subida, mas a falta dele deixa uma entrada por cobrir (os aposentos da Commander), onde vão ter de fazer cobertura mano-a-mano.
Octavia, Pike, Miller e Bryan ficam encarregues de o fazer.
Começa a substituição de sangue em Clarke e Murphy faz a ascensão.
Torna-se claro para Clarke que, para parar Alie, precisa de tomar a Key e ir à City Of Light, onde está o kill switch.

Clarke está na City Of Light. – Everybody goes nuts!
Após vagabundear um bocado encontra Jasper a comer um enorme gelado de morango, percebendo que a Flame a está a proteger, impedindo-a de ser vista. – a felicidade do rapaz com um simples gelado é invejável.
Chega à altura de encontrar o Kill Switch e, mesmo sem esta perceber, vai recebendo pistas a partir do símbolo de infinito espalhado pela cidade.

Nos aposentos da Commander, Bryan começa a entrar em colapso devido à ferida, provocada pelo disparo de Kane, estar infectada. Murphy leva-o a Abby, deixando Pike e Octavia sozinhos. – Wait what? Até Bellamy concorda comigo.
Chegam os primeiros City Of Light’ers e Octavia ataca Pike deixando-o à mercê de uma tareia do pessoal da Key.
Bellamy chega a tempo para impedir que Pike leve a maior tareia da sua vida. – Octavia deixa a sede por vingança sobrepor-se aos interesses colectivos da Team Skaikru.
Na sala do trono Ontari entra em colapso, impedindo que o nightblood chegue a Clarke, que se reflete em fraqueza física de Clarke na City Of Light e na possibilidade da Flame a consumir na vida real. Alie descobre que há um intruso.
E como Alie descobre, Raven também sabe que Clarke está in.
Enquanto isso, Alie começa a fazer o update do código para a versão 2.0 do programa, que lhe vai permitir apagar o kill switch.
Raven junta-se à missão procurando o Kill Switch através da mainframe da Arkadia.

Começa a perseguição a Clarke, que resulta em malha bruta.
Quando não parece haver solução, LEXA! – and everybody goes absolutly bananas. A acontecer um regresso desta personagem, só poderia ser desta forma.
Varrimento geral, Clarke está a salvo. Mas fisicamente continua debilitada.
Abby faz uma toracotomia a Ontari para fazer chegar mais nightblood a Clarke, aumentando a eficiência do miocárdio manualmente. – Quem é o cristo que vai ter de ficar a apertar o coração a Ontari a cada segundo? Pois claro, o Murphy!

Clarke estabiliza e está de volta.
Acontece o que a Team Clexa estava à espera desde o episódio Terms And Conditions.
As pistas com o infinito regressam quando Clarke percebe que tem o relógio do pai, mas com uma particularidade: o tempo está a regredir! O que indica o tempo que têm até a actualização de Alie estar feita e o kill switch desaparecer.
Ao longe passa uma garota de bicicleta com o infinito nas costas, Lexa deduz que é Becca quem está a mandar as pistas.
De volta á Polis, a Team Skaikru volta a recuar, electrocutando os intrusos todos de uma vez, para os desarmar.
Na City Of Light, Alie intercepta Clarke e Lexa com uma firewall (rede com arame farpado). Chega Jasper com a sua lição de moral bem estudada e com ele chegam os City Of Light’ers todos. Beco sem saída!
Como a firewall apareceu, aparece uma escotilha ao estilo da Arca. Raven encontrou o kill switch!
No Lexa! I Love you” – Clarke
I’ll always be with you” – Lexa
Lexa a dirige-se para a sua última batalha, Clarke entra pela escotilha e parece ter chegado ao destino final.

À espera dela está Becca Pramheda!
Becca não foi a responsável por mandar as pistas a Clarke e sim Alie 2.0 juntamente com Clarke.
Alie 2.0 has merged with your mind, but your mind is in control” – Becca
Clarke prepara-se para puxar a alavanca do kill switch.
Alie aparece!
If you pull that, you will be killing everyone, see for yourself” – revelação do ano!!!

Clarke aproxima-se da janela e as imagens são desoladoras. Na Europa e África, as centrais nucleares destruídas pelas bombas, começaram a derreter, aumentando os níveis de radiação global. Em 6 meses, 96% da superfície da terra vai ser inabitável.
City Of Light é a salvação.

Chega à altura de Clarke decidir se acaba com Alie ou não.
Polis: começa o confronto final na sala do trono.
Alie continua a empatar, informando Clarke da ordem de eventos catastróficos que vão ter origem com o aumento da radiação.
Clarke coloca uma boa questão, na medida em que Alie podia ter usado essa abordagem para fazer as pessoas tomarem a Key, em vez de as torturar, mas Alie responde à altura. – “The last time I warned my creator of a threat to human survival, she chose to lock me away (…) work on my replacement.”

Chegamos assim ao significado de Perverse Instantiation: consiste na implementação de uma alternativa benigna, através de métodos prejudiciais, imprevistos pelo programador humano. – neste caso resultou na morte de 6,5 mil milhões de pessoas, coisa pouca! Ahah
The goal isn’t everything, Alie. How you reach the goal matters too.” – Becca

Alie tenta dissuadir Clarke.
Polis: Pike salva Octavia.
Clarke, para não activar o kill switch, pede em troca a Alie para oferecer às pessoas uma escolha, deixando-as manter as memórias, dores e livre-arbítrio.
She can’t.” – Becca
Contagem decrescente para o kill switch desaparecer de vez.
10 segundos!
Let me ease their pain, Clarke. We can save the human race, together.”
Polis: Skaikru começa a ceder e os City Of Light’ers a ganhar controlo.
You don’t ease pain. You over come it.” – Clarke
Clarke activa o kill switch! – Que tensão!

Arkadia: os ecrãs desligam-se.
Polis: os City Of Light’ers cedem e sentem toda a dor que não haviam sentido até então. Clarke está de volta.
Arkadia: Jasper cede também – “I was finally happy.” – Neste caso Alie tinha razão!
Polis: Clarke revela a Bellamy que não salvou o mundo.
Pike dirige-se a Octavia na esperança de terem deixado tudo para trás após terem defendido a mesma causa juntos. Octavia não pensa da mesma forma e mata Pike a sangue frio. – para ser sincero tinha altas esperanças nesta personagem, mas compreendo o desfecho que teve.
Até num momento de paz e redenção há mortes.

Pontos Importantes:
-Murphy (com uma refrescante prestação de Richard Harmon) a brincar, a brincar volta a salvar o dia, tornando-se numa das personagens chave em The 100 – “Just another day on the ground, right?”
-Se Clarke alguma vez poderia vir a ser a Commander ou Lexa poderia voltar a aparecer, a forma como aconteceu neste episódio era a única viável. Jason Rothenberg continua assim a contornar lacunas que numa outra série seriam normais, de forma categórica.
-Octavia (Marie Avgeropoulos) tinha neste episódio a oportunidade para provar que o que Luna disse sobre ela estava errado, mas rejeitou a redenção. Deixou a sede pela vingança falar mais alto, mantendo-se assim como a “Misfit” da série.
Eliza Taylor, no papel de Clarke, teve (curiosamente) a ingrata missão de carregar no “botão” da decisão geral pela 3ª vez consecutiva. Em contraste com as temporadas anteriores, tivemos uma Clarke menos mimada e senhora do mundo, começou a ouvir mais e a falar menos. A personagem cresceu, por isso dizer que muito se espera desta atriz na próxima temporada, é algo natural.
-Após tanta curiosidade em volta da City of Light, este episódio consegue satisfazer essa necessidade em conhecer melhor a cidade através de planos magníficos. Pessoalmente, estou muito satisfeito com o que foi mostrado. Simples, mas brutal!
-O instrumental de Tree Adams foi fantástico, esteve à altura dos acontecimentos.
-Vimos com este episódio uma última prestação de Erica Cerra. Consegue assim fechar a sua presença em The 100 com chave de ouro, ao aparecer como Alie e Becca na mesma cena. A diferença entre as personagens é grande e Erica conseguiu estar à altura para nos fazer sentir 2 pessoas diferentes ao mesmo tempo. Bravo!
-Fica também uma nota de agradecimento especial à Lindsey Morgan, no papel de Raven. Que temporada, temos atriz!

Ponto mais importante:
-Quando tudo parece estar bem e ficamos tranquilos após o final de uma grande ameaça, a série recria-se e consegue trazer-nos uma nova ameaça que nos deixa novamente em pulgas e ansiosos por mais. É isto que The 100 faz tão bem e que nos dá gozo em ver esta série.

Quem diria que, após ver a 1ª temporada, The 100 ia chegar onde está hoje. A série cresceu e os actores cresceram com ela. A história ganhou outros contornos e esta temporada conseguiu estar acima das expectativas criadas pela anterior.
The 100 veio para ficar. Em Portugal ainda é uma série underrated, mas estou certo que se as pessoas lhe derem uma oportunidade, vai facilmente tornar-se numa série de referência, tal como tem acontecido no resto do mundo.

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