Frame by Frame The 100 TV

The 100 – 3×13 – Join or Die

The 100

Ao fim de uma longa viagem, Kane chega finalmente à Pólis e o cenário é assustador. As imagens captadas no início do episódio só fazem lembrar as épocas mais negras da humanidade onde reinava a violência gratuita, punições arcaicas e obediência em massa com base no medo.

Pike tenta mudar o rumo da situação ameaçando Ontari, mas não tem qualquer autoridade ou backup onde está. Até os seus guardas já foram convertidos. – Neste momento o ódio ao Pike começa a desvanecer.
Pike recusa a key e acaba preso.
Kane também recusa, mas Abigail (aka Alie) parece ter outros planos para ele.

Num flashback a 6 meses atrás, estamos de volta ao espaço, onde é dada a Pike a tarefa de treinar/ensinar tudo o que sabe sobre sobrevivência aos 100, que acabariam por ser enviados para a terra.
Também é revelado nesse espaço temporal que os 100 só foram enviados para a Terra 2 semanas depois. Isto quer dizer que desde o 1º episódio de toda a série, passaram apenas 5 meses e meio. – É incrível como ser humano depois de abandonar a terra por a destruir, em menos de meio ano consegue lá regressar e voltar a dar cabo de tudo.

Transição para o presente. Temos Octavia, Bellamy, Clarke e Jasper a guiar-se pelo mapa de Lincoln em busca de Luna, a última Nightblood. Na procura pela “Vila”, percebem que o que está realmente representado no mapa não é uma Vila e sim uma pequena península com esculturas de pedras amontoadas.

À medida que voltamos aos Flashbacks, vamos tendo acesso às aulas de “Earth Skills” de Pike, percebendo como é que um monte de delinquentes vindos do espaço conseguiram safar-se tão bem na Terra.
Enquanto isso também assistimos ao início de um despique entre Pike e Murphy.
I’ll survive.” – Murphy

De regresso à Pólis, assistimos Pike a ser preso juntamente com Indra e Murphy – “What are the odds?”
Justiça Poética por Murphy – “Told you I’d survive.”
Indra por sua vez quer a vingança que lhe pertence pela aniquilação do seu exército de 300 Grounders, sob a forma de 300 cortes. – Começamos a sentir pena de Pike.

Na suposta Vila, a Team Skaikru decide “acampar” e esperar. Bellamy confronta a sua irmã que não reage bem. Enquanto isso acontece, Jasper decide atirar um ramo random para a fogueira, resultando numa reação química com chama esverdeada. Octavia reconhece o ramo, há um igual guardado dentro do diário de Lincoln. – “Signal fire!”

Na torre da Pólis e Alie tenta usar Abby para iludir Kane, mas as lacunas enquanto Inteligência Artificial voltam a vir à tona (como já referi em outros Frame By Frame). Isto quer a nível de compreensão das emoções humanas, quer a nível de relações pessoais e familiares, devido às falhas na falta de informação relativamente ao passado de cada pessoa que controla. Isto leva Abby a exagerar, denunciando-a a Kane. – “Put him in a cross.” – Abby

Junto à Vila, Bellamy aproveita ter de ir buscar mais ramos radioactivos para se afastar do resto do grupo, após a discussão com a sua irmã. Clarke vai ao seu encontro.
Após apertar um bocado com ele, Bellamy revela o que os fãs já esperavam ouvir há algum tempo… Que a sua mudança radical de comportamento e a forma como ficou perturbado no início da temporada, se deveu muito ao facto de Clarke o ter abandonado após a aniquilação em conjunto no Mount Weather.
Da água em volta da península onde a Team Skaikru acampou, surge um grupo de vultos devidamente equipados. Grounders da Team Luna, respondendo ao sinal de fogo.
Para ir ao encontro de Luna, são obrigados a beber um líquido suspeito. Todos os fazem, desmaiando em seguida.

Novo flashback à Arkadia. Pike descobre o porquê de Jaha querer que ele treine os 100 e com isso oferece-se para ir com eles para a Terra. – Nesta cena finalmente conseguimos entender as motivações dele, bem como o seu carácter.
Devido à dificuldade em fazer os 100 querer aprender alguma coisa, Jaha sugere que Pike tente outra abordagem.
Pike decide usar a violência verbal e física sobre Murphy, obrigando os outros presentes a intervir.
Kane entra na sala – “What the hell is this?”
Pike – “This is graduation.”

Transição para Pike a ser golpeado por Indra, que tenciona matá-lo no fim. Murphy faz o que haviam feito com ele no espaço, intervir. Com isto ganhámos um mini-exército improvável mesmo no centro da Pólis, um Cavalo de Tróia pronto a ser activado.

Now Playing: “Radioactive” – Koda
Começa um dos finais mais poderosos de toda a série.
Num mix perfeito entre os últimos momentos dos 100 na Arca antes de serem enviados para a terra (transportando-nos ao intímo de cada personagem e o que cada um sentiu nesse momento) e entre crucificação de Kane.
De um lado temos Abby em sofrimento por uma decisão apoiada por Kane, do outro temos Kane em sofrimento pela possibilidade de perder tudo o que sente e todas as memórias para a City of Light, mas ainda mais pela possibilidade de poder vir a perder Abby de vez.
Kane toma a Key e com isso assistimos ao efeito da mesma de forma muito gráfica, com Kane a perder a expressão facial, bem como o brilho do olhar numa fração de segundos.

A Team Skaikru acorda num contentor. As portas abrem-se: Luna.
Clarke explica o porque de querer encontrá-la de forma a convence-la a aceitar a flame. A resposta é “Não”.
A câmara afasta-se. Estamos numa plataforma petrolífera no meio do oceano.

Pontos importantes:
-Óptimos planos na abertura do episódio, a dar-nos uma visão mais privilegiada da Pólis, bem como um grande plano no final, para colocar a cereja no topo do bolo. – Localização Espacial
-As transições de cenas usadas em The 100 são um ponto muito forte. Neste episódio tivemos Octavia da Arca para a Terra sob a forma de testemunho que “Not dying” é a máxima que devia ser adquirida por todos. Mais para a frete tivemos Pike também da Arca para a Terra de uma situação de vantagem física para outra de desvantagem física.
-Com estes flashbacks, Jason Rothenberg conseguiu colmatar mais lacunas do início da série (neste caso a nível de sobrevivência), coisa que tem feito a pouco e pouco.
-Os flashbacks foram também importantes, porque deixaram claro quanto tempo passou desde que chegaram à terra. – Localização Temporal
The 100 continua a saber fazer-nos sentir apertados e em pânico pelas nossas personagens preferidas, em momentos onde nem o mero espectador consegue arranjar solução viável para mudar o rumo das coisas, e isso é empolgante.
-A nível de banda sonora e de sound mixing, que também usam para transitar entre cenas (gritos de Kane//momento de ameaça a Abby//momento de aceitação em tomar a Key) e fazer jogo com os efeitos visuais (altura da nave a caminho da terra intermitente com ecrã escuro).
-Marcus Kane (Henry Ian Cusick) tem uma evolução incrível onde começa com frieza e pragmatismo individual, sem medo de fazer o quer que seja para a sobrevivência (matando 320 pessoas na Arca), mas após isso parte numa demanda em busca da redenção ao longo esta season, acabando crucificado – Mensagem poderosa.
-Foi também de génio usar esta versão da Radioactive para nos transportar até ao 1º episódio da série através da nostalgia. No entanto, em contraste com a versão mais poderosa e festiva dos Imagine Dragons a ajudar o momento de chegada à terra, usaram uma versão mais sombria e triste, complementando as cenas finais na perfeição. O uso desta música serviu também como “Wake Up Call”, como que Jason Rothenberg a querer transmitir aos fãs, que The 100 não é mais uma série bonita de amizades e finais felizes, para se habituarem à nova realidade.

Ponto mais importante:
-Finalmente conseguiram colmatar outra falha! A falta de desenvolvimento da storyline de Pike. Afim ao cabo, este episódio foi sobre ele. Agora que conseguiram explicá-lo, é mais fácil para os espectadores se ligarem a ele e assim The 100 ganha uma personagem chave em contraste com a perda de Kane.
Para terminar, acho que todos concordamos que é isto que nos traz prazer em ver uma série: Episódios tão intensos e emocionais, que no fim de cada um, só desejamos que saia já o próximo.

0 90 100 1
90%
Average Rating
  • 90%

Comments