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Psycho-Pass, “Is your Psycho-Pass clear?”

Psycho-Pass

Psycho-Pass tem um mood de Minority Report e, apesar de com isto já afastar algumas pessoas, devo dizer que vale totalmente a pena – pelo menos no que toca à primeira temporada, mas isso será objecto de análise mais adiante.

Inserido nas categorias de Acção, Policial, Sci-Fi e Seinen, este anime, traz-nos um universo futurista muito próprio, mais uma vez, conseguido pela compatibilidade da OST, com integração no primeiro opening dos 凛として時雨 / Ling tosite sigure e, sem dúvida, pelo cenário e tom sombrio que transcrevem a ordem existente nesta sociedade utópica.

Esta ordem é mantida com o Sibyl System, um sistema que lê e examina o estado psicológico de todos os cidadãos e, consequentemente, verifica se constituem uma ameaça à sociedade. Estes dados são guardados e processados no chamado Psycho-Pass, permitindo aos Inspectores e Enforcers tratar possíveis ameaças. Estes últimos são antigos Inspectores cujo Psycho-Pass indicou um elevado coeficiente de criminalidade, sendo-lhes dada relativa liberdade, desde que sigam ordens e executem os trabalhos mais “delicados”.
O primeiro episódio, apresenta-nos uma nova inspectora, Akane Tsunemori, com uma virtude moral de acordo com as normas e ideais vigentes. No entanto, estes ideais poderão ser postos em causa ao trabalhar com o Enforcer Shinya Kougami.

Relativamente à segunda temporada, perde por ser mais do mesmo, todavia, para quem gostou da primeira, é interessante ver a evolução de Akane enquanto personagem e tentar perceber melhor os fundamentos deste sistema.

No geral, Psycho-Pass é um bom anime que nos permite reflectir sobre a natureza humana. Constituído por 22 episódios, está-nos constantemente a surpreender, não só pelo seu desenvolvimento mas também pelo carácter inerente a cada personagem, onde a manipulação da realidade e emoções é uma constante.

Leiam o Open Sesame da semana anterior aqui.

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