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Prison Break – 5×09 – Behind the Eyes

Prison Break

Quando foi anunciado o regresso de uma das séries mais acarinhadas de sempre, surgiram de imediato dois lados: aqueles que ficaram felizes e ansiosos com a notícia e aqueles que receavam que o revival fosse “estragar” tudo. Eu situei-me no primeiro lado. O fator nostalgia teve realmente peso e as saudades daqueles personagens que acompanharam alguns anos da minha vida fizeram crescer a vontade de ver novamente o grupo em ação.

Passaram cerca de 8 anos desde que Prison Break terminou com aquele gostinho amargo, pois o protagonista havia morrido. Mas não foi bem assim. Michael (Wentworth Miller) está vivo (conseguiram que a explicação fizesse sentido) e trouxe-nos agora o final feliz depois de tantas voltas e reviravoltas.

O melhor da temporada? Apesar de algumas falhas, o vilão. Mark Feurstein foi exímio com o seu Jacob/Poseidon, oferecendo-nos planos e estratagemas quase ao nível de Scofield e por isso os embates entre os dois foram muito bem conseguidos. A intenção de Poseidon não era nada de novo. A ideia de mudar o país, acreditando ser o certo é algo comum nos malvados dos dias de hoje, mas acaba por ser tudo plausível.

O confronto final entre os dois foi realmente bom. Desde as tatuagens de Michael para passar no sistema de segurança (em Prison Break resulta) até à encenação da cena do crime do vice-diretor da CIA de maneira a mostrar a culpa do psicopata, tudo foi repleto de ação e tensão, os trunfos que a série sempre possuiu e habituou.

A introdução das novas personagens poderia ter sido melhor se tivessem mais tempo de antena. A história apressada não as deixou respirar e, apesar de terem muito para dar, acabaram por não conseguir a força pretendida. Apenas Whip (Augustus Prew) se destaca perante os outros, muito pelo carisma do ator. A ligação entre este e T-Bag (Robert Kneeper) deixa-me sem saber o que pensar. Se por um lado tudo suou forçado tendo em conta o historial do ex-prisioneiro de Fox River, por outro havia química entre os dois e tudo teria resultado melhor se lá está, houvesse mais tempo. A história de pai e filho até cola, mas matarem o companheiro de Scofield nestes últimos anos só pela desculpa de levar Bagwell de volta à prisão, não acho ter sido uma boa opção.

O regresso de alguns personagens antigos como C-Note (Rockmond Dunbar) e Kellerman (Paul Adelstein) tiveram razão para acontecer, mas pedia-se apenas mais de Sucre (Amaury Nolasco). Alguém tão querido aos olhos dos fãs merecia mais do que aquilo que lhe foi solicitado na temporada. Sara (Sarah Wayne Callies) e Lincoln (Dominic Purcell) tiveram o destaque que se esperava dentro do que a trama queria. Não foi mau, não foi ótimo, foi o que se podia ter tendo em conta o nível reduzido de episódios.

Este regresso não veio acrescentar muito à série. Não inovou, mas não desiludiu. 8 anos eram suficientes para preparar algo em grande e que realmente pudesse chamar novo público, mas não aconteceu. Contudo não foi pior que outras temporadas como a 3ª e 4ª. Não estamos mais nos anos de 2006, 2007, 2008. A televisão mudou entretanto e é difícil ter a força que tinha antes e continuar imprevisível. Mas aquilo que nos fez apaixonar pela série há uns atrás mantém-se.

Entretém, diverte, faz-nos roer as unhas de nervos. E agora, em 2017, tivemos direto ao final feliz que sempre quisemos. A cena no jardim foi bonita e deixa-nos com um sorriso nos lábios, uma bela maneira de dizer adeus ao grupo e principalmente ao nosso fugitivo favorito. Se a FOX entretanto decidir continuar com a série só peço que pensem bem no que querem fazer, o fator nostalgia já não chega.

P.S: O que dizer daquela última cena? Juntar Jacob na mesma cela que T-Bag em Fox River? Foi maravilhosa. Que feelings!

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Este regresso não veio acrescentar muito à série, mas aquilo que nos fez apaixonar por ela há uns atrás mantém-se e por isso a nota e mais que positiva.

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