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Game of Thrones – 4×08 – The Mountain and the Viper

Game of Thrones

CONTÉM SPOILERS

Após duas semanas de abstinência, a série mais badalada do mundo está de volta, e de que maneira! Este era um dos mais aguardados capítulos da temporada em que temos o combate que será decisivo na libertação ou condenação de Tyrion Lannister. O campeão deste, como se soube no último episódio, é Oberyn Martell, o príncipe presunçoso que se oferece para lutar contra o “The Mountain”, um guerreiro que mete medo ao susto com o “arcaboiço” que tem.

O episódio começa de uma forma muito estranha, onde Sir Barristan recebe um pergaminho que denuncia Jorah Mormont, eterno amigo (ou algo mais, pelo menos, ele assim o queria) da Mãe dos Dragões, como delator e informante dos Lannisters. Esta novidade chega através de uma criança e ninguém sabe porquê nem de onde. Esta facada faz com que Khaleesi ponha o fim à friendzone mais longa de sempre e expulse Jorah do reinado de Meeren. A cena acaba por fazer sentido, pois todos nós sabemos que a Dany é uma justiceira e não fez mais do que a obrigação dela, mas o público é incapaz de não nutrir pena por Jorah, pois foi sempre posto de lado nesta relação platónica e que não avança ao ritmo dele.

Um dos melhores momentos do episódio (se não O melhor) foi sem dúvida a ternura e a beleza do relacionamento de Missandei com o líder dos Unsullied, Grey Worm. É, de facto, uma história secundária soberba e que faz com que Nicholas Sparks reveja tudo o que sabe de romance e comece a ganhar maturidade. É impossível ficarmos indiferentes a esta cena tão deliciosa, tão inocente e tão bonita que é vermos duas pessoas com histórias de vida infelizes funcionar tão bem juntas, ainda que tudo se baseie em olhares e trocas de palavras humildes.

The Mountain and the Viper assume-se também como o ponto de transição da personagem de Sansa Stark que até agora não era mais que uma peça de um jogo e se torna uma jogadora a olhos vistos. Littlefinger é presenteado numa espécie de tribunal onde Sansa usa a sua inocência para convencer o júri de que Baelish não matou Lisa Arryn. Vemos finalmente a ascensão do seu carácter após tanto tempo de aprendizagem. Sansa foi sempre torturada, quase desde o primeiro episódio de toda a série; não tem os talentos, nem a ousadia da sua irmã mais nova, mas, aqui, vemos que tem os seus dotes de manha e cálculo. Sansa sabe perfeitamente que Littlefinger lhe fica a “dever uma” quando o consegue salvar de um destino menos afortunado e utiliza a sua doçura, ingenuidade e inocência para o manipular à sua maneira. Espera-se nos próximos episódios que isto se desenvolva mais.

Arya Stark e Sandor Clegane (“The Hound”) chegam ao castelo da tia Lisa apenas para descobrir que esta já tinha sido atirada da janela há 3 dias atrás e, já que a genialidade não tem limites, Arya espeta uma gargalhada gigantesca que nem o Grand Canyon conseguia criar tamanho eco. A jovem já nem se importa com quem morre à volta dela; toda a sua família é chacinada e as suas esperanças são nulas em estar com os que restam. O seu objectivo de se reunir com a família é coberto por uma ânsia de matar os seus inimigos, que até para dormir murmura os nomes.

Para terminar vamos falar do combate mais importante deste ano e das consequências que ele trará para o futuro. Estrategicamente deixado para o final, a luta entre Oberyn e The Mountain resulta com o príncipe a ficar literalmente esmagado nas mãos do bisonte.

O público afeiçoou-se a Oberyn e esquece-se de que este foi presunçoso desde o início. Não parou de exibir as suas qualidades como guerreiro, nem escondeu a sua maneira característica de mostrar que é o melhor de todos. (Mesmo assim o combate é muito emocionante). Logo, o resultado não foi tão surpreendente quanto isso, a meu ver. Mas no capítulo de Tyrion é de salientar o genial argumento quando este conversa com o seu irmão Jaime na cela, antes da batalha. Tyrion aborda o primo Orson Lannister que, pelos vistos, era atrasado e revê-se na situação. Parece que finalmente se dá conta que este poderá ser mesmo o seu fim e quem melhor do que o seu querido irmão para partilhar o que sente. Um diálogo memorável, algo que continua a cativar ainda mais as audiências na sua personagem.

Um verdadeiro festim a todos os níveis, The Mountain and the Viper assume-se como um dos melhores episódios de sempre da série.

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The Mountain and the Viper é sangrento e maravilhoso com performances exímias. Um dos melhores episódios da série até então.

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