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Game of Thrones – 4×09 – The Watchers on the Wall

Game of Thrones

CONTÉM SPOILERS

Como já é tradição em Game of Thrones, o 9º episódio de cada temporada é dedicado apenas ao capítulo de uma personagem. Já que Jon Snow andou um pouco desaparecido (ou pelo menos sem o relevo que costuma ter), os criadores resolveram apostar naquela que será a batalha mais cara de sempre da televisão.

O exército dos Wildlings (os tão falados Selvagens) aproxima-se cada vez mais da Grande Muralha e os Vigilantes terão de a defender contra gigantes e mamutes e guerreiros bem treinados. Jon Snow não é o líder, mas desde o início que o vemos como tal. Sabemos, claro, que será ele a engendrar todo o esquema da protecção da Muralha ainda que isso só aconteça a meio do episódio.

Já que a linha narrativa não foge, nem por um pouco, do capítulo do filho bastardo dos Stark, David Benioff e D.B. Weiss focam-se incessantemente naquilo que os fãs mais anseiam por ver: uma grande batalha, carregada de cadáveres e de acção sem limites. O resultado é positivamente alcançado. A batalha é impetuosa, sangrenta, polvilhada de momentos de pura adrenalina e de diálogos encorajadores. Não é o melhor episódio que vimos, mas mantém-se fiel aos seus objectivos. Vemos o renascer de um líder que, apesar de bastardo, tem perfil para governar e motivos humildes, uma vez que exploramos o seu lado mais protector, profundo e mais viril. Jon Snow irá certamente dar que falar nos próximos capítulos.

Para dar ainda mais ênfase ao combate, temos, então, um desfile de efeitos visuais aplicados não de forma exagerada, mas para dar um tom “cool” ao evento, como por exemplo a cena em que o gigante lança uma seta e a força é tão grotesca que envia o soldado (em que acertou) a dar 2 voltas ao mundo e cair na Muralha da China. Até mesmo os companheiros de Snow, em especial, claro, o Samwell Tarly, têm o relevo que nunca tiveram. Aqui trata-se de defender um propósito, um valor moral; todos se coordenam para tentar defender o portão de acesso à Muralha, ainda que morram quase todos no final. Este espírito de companheirismo é uma boa maneira de incentivar a Selecção Nacional a unir-se para o Mundial (“um por todos e todos por um” por assim dizer), mas, futebolismo à parte, The Watchers on the Wall é um hino à valentia, coragem e união. Ao avançarmos com as cenas de acção de cortar a respiração, vemos que Ygritte está cada vez mais desejosa em encontrar Snow para lhe enfiar uma seta no coração, ainda que aquela troca de olhares a fizesse repensar um pouco.

O clímax chega quando a criança (a qual foi vítima das tiranias de Ygritte) envia uma seta bem certeira no coração da Selvagem. Ainda que previsível, a cena não deixa de ser emocionante. Game of Thrones mesmo em momentos esperados, consegue manter-nos na dúvida até ao último segundo. Ygritte é uma personagem algo insípida que tinha o seu destino já bem traçado mas a maneira como perece nos braços do seu amado, ainda que a cena seja recriada de forma bonita, perde em parte ao repetir aquela tão irritante frase no seu último fôlego: “You know nothing Jon Snow”.

Bem… mas dou o mérito ao momento pois deixa a lágrima no canto do olho.

Esperamos um final de temporada com imensas emoções e estaremos aqui para a semana para falar sobre o quanto vamos sentir falta deste fantástico arraial de personagens.

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The Watchers on the Wall é um episódio repleto de ação que não irá desiludir os fãs. O twist final é tocante e mostra que ninguém está seguro neste mundo cruel.

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