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American Horror Story – 4×02 – Massacres and Matinees

American Horror Story

Um novo ciclo em American Horror Story começou na semana passada. Conhecemos Elsa Mars, dona de um circo de aberrações, que recruta duas gémeas siamesas como atração principal mesmo sabendo que estas são desequilibradas. Ao mesmo tempo acompanhamos um solitário palhaço assassino (só de me lembrar, até me arrepio) que continua a espalhar o horror por onde passa.

Jimmy Darling, o já habitual Evan Peters, reencarna como o rapaz lagosta, numa espécie de William Wallace a lutar pela liberdade de expressão das pobres criaturas que são espezinhadas pela sociedade. Neste episódio isso é intensamente descrito quando estes decidem ir almoçar ao café. A visão enriquecida de uma sociedade preconceituosa e intolerante que Ryan Murphy tenta transpor para o ecrã é soberba. Todos nós torcemos o nariz ou fechamos os olhos quando vemos os protagonistas, mas não deixamos de sentir pena deles e nutrir um certo carinho familiar, que nos faz recordar do fantástico O Homem Elefante de David Lynch.

American Horror Story não é só brilhante pelo seu elenco e personagens, mas também pela forma como concilia épocas históricas com temas ainda atuais. É uma obra que insiste em focar temas contestatários, presentes nos dias de hoje e que nunca se encontrou solução. O facto de a equipa se focar nos conceitos de preconceito, racismo, discriminação, intolerância e violência mostra que este tipo de terror nunca desapareceu. Um retrato intimista que mostra a ténue linha entre ser-se homem e besta.

Em Massacres and Matinees conhece-mos Dell, um homem com uma força física abismal e Desiree Dupree, uma mulher com três seios. Duas novas personagens que ainda pouco revelaram mas que já causa alguns distúrbios. Dell afirma-se como um “galo de capoeira”, incapaz de se subjugar à vontade Elsa quando esta o contrata. Usa a força bruta acima do cérebro como meio de educar os monstrinhos. Desiree exibe os seus atributos como sendo algo de extraordinário, pavoneando-se perante os restantes colegas.
Não há muito por onde pegar aqui; foram introduzidas novas personagens, com uma breve apreciação, mas nada demais.

Vamos, então, para o nosso aterrador palhaço.
Em Monsters Among Us conhecemos Dandy e Gloria Mott, uma mãe e filho endinheirados com um segredo bem guardado. Dandy é um menino mimado e sequioso por aventuras pouco convencionais…diga-se mesmo, psicopatas. Parece um adolescente na fase da parvalheira num corpo adulto. A mãe, personificação das típicas materialistas de hoje, bajuladora do filho, contrata o nosso Batatinha horripilante para entreter Dandy. Claro que isto só resultaria numa autêntica palhaçada sinistra e inquietante. Mas é melhor vocês verem para querer.

Vou só mencionar, para terminar, a abertura brilhante e sublime que Alfonso Gomez-Rejon, realizador habitual da série, filmou quando um mero empregado entra numa loja de brinquedos para encontrar o dono da mesma decapitado e ensanguentado. É mesmo extraordinária. Deixa qualquer um sem palavras…

American Horror Story parece ter chegado em força, naquele que será um dos grandes regressos deste Outono. É visceral, inquietante, aterrorizadora e muito moralista.

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Massacres and Matinees é envolvente e continua a trazer personagens interessantes ao já rico mundo de American Horror Story.

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