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Lucifer – 1×10 – Pops

Esta semana trouxe mais um caso que afeta Lucifer (Tom Ellis) a um nível pessoal. Não só tem de investigar o homicídio de alguém que admira (algo que levou Lucifer a assumir a sua típica posição egoísta desde cedo), mas rapidamente o caso levou Lucifer e Chloe (Lauren German) ao encontro do filho da vítima como suspeito. Este episódio voltou a explorar a relação de Lucifer com o pai, levando-o a procurar justificações para os seus próprios sentimentos através da análise dos motivos e comportamentos de todos os suspeitos. Esta dinâmica continua a ser um ponto forte da série, que não tem receio de abordar o ressentimento de Lucifer em relação ao pai e das comparações que o próprio Lucifer faz entre si e humanos. Quanto ao caso, este foi relativamente simples, mas as personagens envolvidas não deixaram de ter algum interesse.

Mas o ponto forte de Lucifer não é de todo os seus casos semanais. Algo que funcionou na perfeição neste episódio foi o humor. Esta semana introduziu Penelope Decker (Rebecca De Mornay), mãe de Chloe, que desde o inicio se mostrou o oposto da filha e conseguiu deixar o próprio Lucifer de boca aberta. A presença de Penelope instigou várias cenas interessantes, como um jantar de família bastante atribulado e um estranho primeiro encontro entre Trixie (Scarlett Estevez) e Mazikeen (Lesley-Ann Brandt), um dos pontos altos do episódio. Não deixa de ser interessante o paralelismo entre Lucifer e Chloe, que ambos ressentem os pais por lhes tentarem impor um caminho que eles não escolheram.

Mazikeen esteve também ocupada esta semana, aparentando querer tornar-se mais “normal” e adaptar-se ao ambiente onde está, na sua opinião, presa. Para atingir este objetivo procurou a ajuda da Dr. Linda Martin (Rachael Harris), dando origem a cenas bastante interessantes para ambas as personagens.

O Detective Dan Espinoza (Kevin Alejandro) vê-se cada vez mais envolvido com Malcolm (Kevin Rankin) numa situação da qual dificilmente escapará ileso. Com alguns momentos que decerto satisfizeram a audiência, Dan merece cada vez menos a alcunha de Detective Douche. Embora continuem a existir pequenos momentos que nos lembram exatamente como essa alcunha nasceu.

Chloe encontra-se neste episódio indecisa sobre o seu futuro e as escolhas que deverá tomar. É interessante ver esta personagem com algum controlo sobre a sua própria vida, algo que lhe foi quase roubado desde que Lucifer se deu a conhecer. Mesmo que estas decisões nem sempre lhe corram bem.
Lucifer termina o episódio com mais um ato heroico e mais tarde com uma decisão com a qual ele próprio se surpreendeu. Assistir à luta interna desta personagem é uma das experiências mais agradáveis da série, principalmente quando esta se faz acompanhar de uma prestação genial de Tom Ellis semana após semana.

Como irá a relação de Chloe e Lucifer evoluir depois do final deste episódio e como todas as outras personagens vão lidar com as situações em que se encontram a poucos episódios do final é agora a grande questão.
Uma questão à qual desta vez teremos que esperar duas semanas para obter resposta.

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  • A luta interna desta personagem é uma das experiências mais agradáveis da série, acompanhada de uma prestação genial de Tom Ellis todas as semanas.
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