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iZombie – 2×02 – Zombie Bro

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Fraternidades universitárias. Apesar de não se verem por terras lusas, são um fenómeno a nível norte-americano. Tantos filmes se fizeram envolvendo as ditas fraternidades. Até mesmo Ryan Murphy, que desenvolveu pérolas como Glee ou American Horror Story, decidiu criar uma série de comédia/terror, com a ação a passar-se numa fraternidade (se ainda não viram Scream Queens, fica a sugestão). Eventualmente, as fraternidades teriam de ser envolvidas nesta série de Rob Thomas.

Logo de início deparamo-nos com um corpo de um residente de uma dessas fraternidades. E como seria de esperar, a nossa zombie preferida, Liv (Rose McIver), para resolver o crime, tem de consumir os miolos do falecido. Infelizmente, e apesar de a investigação envolver uns quantos twists, a forma de como a fraternidade e os seus membros são retratados caem no velho estereótipo de que os homens de lá só querem farra e pregar umas quantas partidinhas. Até mesmo McIver, com a sua personalidade alterada, recai nesses mesmos estereótipos, o que ajuda a prejudicar a qualidade do episódio.

Mas há pontos que ajudam a salvar do episódio de se tornar num episódio, leia-se, “medíocre”. Um desses pontos é a demanda de Blaine (David Anders) de não só ajudar os nossos heróis a encontrarem uma cura para a zombificação em Seattle, mas também de pôr as suas unhas bem assentes a nível empresarial. Isto leva a uma cena que Anders partilha com o ator Robert Knepper, que aqui interpreta o pai de Blaine. Os dois atores funcionaram bastante bem nesta cena: não só vimos que tipo de personagem Knepper interpreta na série, mas também nos dá um cheirinho de como Blaine ficou com aquelas ambições típicas do vilão.

Também Ravi (Rahul Kohli) e Major (Robert Buckley) tiveram os seus momentos. Até juntaram forças para “investigar” os efeitos da droga Utopium, com resultados bastante hilariantes no fim e ao cabo. Mas destes dois, é Buckley que leva com os louros todos. Desde o início da série que Major sempre foi caracterizado como um “tipo às direitas”. Comparando com o modo em que encontramos Major nos minutos finais, dá para ver que não se trata da mesma pessoa. E Buckley, apesar de não ser “material para prémios de renome”, faz um bom trabalho a demonstrar essa mesma dor.

Portanto, não se negue que, aparte dos já muito velhinhos – e nada engraçados – estereótipos, até que foi um bom episódio.

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