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Gotham – 2×04 – Rise of the Villains: Strike Force

Gotham

Os primeiros episódios de Gotham gozaram de um boost a níveis de ritmo e de qualidade. E muito disso se deve à brilhante performance de Cameron Monaghan como Jerome, que, com o seu nível de loucura, trouxe toda uma nova aura à série. No entanto, Monaghan despediu-se da série, deixando no ar o medo de que a série recaísse nos velhos maus caminhos da primeira temporada. Infelizmente, e apesar de, comparando com o que se testemunhou na primeira temporada, este até foi um bom episódio, esses maus hábitos acabam por ressurgir, minando todo um potencial de redenção.

Imediatamente na abertura do episódio, deparamo-nos com dois peças fulcrais do episódio de hoje: Penguin (Robin Lord Taylor) e o novato Nathaniel Barnes (Michael Chiklis, que muita gente que viu The Shield irá reconhecer de imediato). Penguin entra em rota de colisão com Theo Galavan (James Frain), em que acaba, através de um bom plano coerção, por se tornar num dos peões do “grande plano” de Galavan. Isto envolve o novo Rei de Gotham a executar membros-chave políticos, de modo a corresponder aos planos de Galavan. Pode-se dizer que podem muito bem esquecer a versão “coitada” do personagem (que, se bem se recordam pela primeira temporada, era sempre usado sempre que os guionistas quisessem). Agora que Penguin torna-se essencial, ele já não é tão desnecessário.

Do outro, temos o novo capitão da esquadra de polícia de Gotham, Nathaniel Barnes. Desde os primeiros minutos desde a sua introdução que obtemos logo uma ideia clara do que podemos esperar do personagem: a personificação do combate ao crime e corrupção levada até ao extremismo. Ou, por outras palavras, como o Jim Gordon (Benjamin McKenzie) vai-se tornar no final.

Outras linhas de enredo incluem o encontro entre Bruce Wayne (David Mazouz) e a ainda enigmática Silver St. Cloud (Natalie Alyn Lind) e o encontro entre Edward Nygma (Cory Michael Smith) e a sua amada Kristen Kringle (Chelsea Spack).

Apesar de tudo, isto não foi o suficiente para salvar o episódio. Apesar de o novo capitão ainda ter potencial de desenvolvimento, pouco ou nada se sabe sobre ele, o que desafia todo o tipo de lógica. E com o foco em mais um estratagema do que nos próprios vilões, está-se mais que claro que este é mais um daqueles episódios de se encher chouriços. Claro que tem uma sequência de ação ou outra, mas não chega para salvar este mau episódio. Melhor que muitos que vimos na primeira temporada? Certamente foi. Mas comparado com o que se testemunhou desde o início desta segunda temporada? Fraquinho, fraquinho, fraquinho.

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