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Gotham – 2×01 – Rise of the Villains: Damned If You Do…

Gotham

Quando foram reveladas as estreias de séries baseadas em bandas desenhadas, houveram algumas que me revelaram bastante interesse pessoal, nomeadamente The Flash, Agent CarterConstantine. Pessoalmente, sempre achei desde o momento do seu anúncio que Gotham seria o elo mais fraco, ainda que a premissa fosse deveras interessante: os primeiros anos de Jim Gordon, antes de haver super-vilões, ou mesmo Batman. Posto isto, deu para ver que Gotham tinha bastantes falhas durante a sua primeira temporada, nomeadamente na falta de personagens mais carismáticas ou no péssimo tratamento que as excepções receberam. Pontos esses que deveriam receber uma melhoria drástica para a segunda temporada.

Esta segunda temporada arranca de imediato um mês depois dos eventos da primeira temporada. Logo nos primeiros minutos acompanhamos como as diversas personagens estão: Gordon (Benjamin McKenzie) foi despromovido a polícia de trânsito, se bem que numa relação sólida com a doutora Leslie Thompkins (Morena Baccarin); Harvey Bullock (Donal Logue) desiste da sua carreira de detective da GCPD, optando em vez disso de assumir um posto enquanto bartender; Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor) continua a solidificar a sua influência como o novo Don do submundo criminoso; Bruce Wayne (David Mazouz) e o seu fiel Alfred (Sean Pertwee) ainda estão a desvendar a misteriosa entrada para uma certa caverna; e Barbara Kean (Erin Richards) é a nova entrada no Arkham Asylum.

Ao longo de uma hora, estas linhas de enredo vão-se entrelaçando, de maneiras que dão maior ênfase aos enredos de Gordon e de Barbara. Num sentido positivo, pode-se dizer que o ritmo deste episódio encontra-se mais acelerado do que quando comparado com uns quantos episódios da temporada anterior; infelizmente, a cruzada de Gordon em específico é uma que os fãs já viram mais do que uma vez, por isso nada de surpresas. E se já houvesse quem não gostasse de Barbara Kean na temporada anterior, nesta continuará a não gostar, mesmo em modo Psycho. O que a safa minimamente são as suas interacções com Jerome (Cameron Monaghan), que mais depressa servem de comic relief do que para avançar o enredo.

Mas no fim e ao cabo, o episódio serve para apresentar duas personagens inéditas: Theo Galavan (James Frain) e a sua irmã, Tabitha (Jessica Lucas). Enquanto que a última serviu apenas para mostrar o quão mortífera é, Theo rouba todas as atenções, demonstrando as possibilidades que Frain tem nas suas mãos.

No entanto, e apesar destas duas personagens novas e repletas de uma aura misteriosa, Damned If You Do… está longe de ser a melhoria que se pedia e que se exigia, pois continua a incorrer nos mesmos erros do passado, focando em certas personagens em situações já vividas na primeira temporada do que propriamente dar o foco nos mais ignorados. Mas no fim e ao cabo, chega a ser um episódio mais mediano do que grande parte do que se viu na primeira temporada.

A segunda temporada é a chamada prova de fogo, e embora este episódio tenha passado, ainda leva consigo sérias queimaduras. Vamos ver o que reserva o resto.

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