Frame by Frame Game of Thrones TV

Game of Thrones – 4×07 – Mockingbird

Game of Thrones

A tremenda jornada que tem sido esta temporada culminou neste último e poderoso episódio (ou melhor, quase todos são épicos, portanto…siga), onde vemos o evoluir de situações, algumas inesperadas e outras que já prevíamos.

Vamos começar com a minha personagem de eleição, A Dany (como é conhecida agora nas redes sociais). A Dany resolver meter-se em (bons ou maus, ainda não sabemos) lençóis com o Daario. Ninguém ficou realmente surpreendido, já havia uma certa tensão sexual entre eles. Mas não há nenhuma prova visual de que isto realmente aconteceu. A minha teoria é: mais uma vez foi para Daario mostrar a Jorah que ele realmente pertence à “friendzone” e que a Dany não está dependente do pobre Jorah para liderar o seu exército, bem como fazer o papel de conselheiro. Cheira-me que aquilo é mais um “arranjar intrigas” do que propriamente meter-se no meio das pernas (que ninguém diria que não) da Mãe dos Dragões. Daario já deu provas, ainda que tenha sido trocado o ator, que é manhoso e não há nada que o impeça de alcançar os seus fins.

Um aspeto muito irritante e, também, muito previsível é o facto de a Dany continuar a empatar tempo em resgatar os escravos. Mesmo sendo uma atitude nobre e uma maneira de manter a sua imagem como “Libertadora”, começa a cansar. Queremos luta e ver os dragões em batalha! (Isto foi apenas um desabafo… mas claro, até lá, espera-se.)

O grande foco destes últimos capítulos tem sido Tyrion Lannister, o mais extraordinário ser de toda a série. Tyrion está fechado a sete chaves nas masmorras e recebe a visita do seu companheiro Bronn. Mas este não lhe traz boas notícias. Vimos que Tyrion desafiou o seu pai ao querer fazer justiça por meio de combate, ainda que saiba que este irá arranjar um 31 para que ele morra (contrataram o “Montanha”, que parece, de facto, um adversário à altura). Bronn rejeita lutar por Tyrion. Um momento emocionante e bastante inesperado, pois Bronn era o companheiro de tudo do anão; MAS Bronn nunca enganou ninguém: é levado pelas suas próprias ambições, pelos seus próprios caprichos e, mesmo que nutra algum carinho por Tyrion, o carinho por subir na vida falou ainda mais alto. Ainda assim, o espectador dá um suspiro de desilusão e de pena (cada vez mais acentuada) pela pobre criatura que é atormentada desde o primeiro episódio. Nesta sequência temos também a surpresa de ver Oberyn, a nova personagem bissexual que não possui o termo “modéstia” no seu dicionário, a narrar a história de quando viu Tyrion na sua infância. Um conto triste mas fantasticamente adaptado à situação. Aqui chegamos, sem dúvida, ao grande clímax do episódio quando Oberyn diz que irá combater em nome de Tyrion. Nota-se claramente que este personagem recente é manhoso e faz o que lhe apetece e quando lhe apetece; desde o primeiro vislumbre que tivemos dele, que pudemos ter a certeza de que a morte não é algo que ele teme, mas a sua conduta é, por base, a vingança. Faz sentido, dado que tanto Tyrion como Oberyn querem ver os Lannisters perecer.

Para terminar, vamos falar daquela ceninha final deprimente. Sinceramente, não me surpreendeu em nada. Aquela mulher irritante merecia pior do que ser atirada da janela. MAS podiam ter aproveitado e atirar a Sansa também já que a miúda só sabe chorar em vez de procurar uma forma de fugir e de ser alguém na vida. (Lá nisso a Arya, mais novinha, é destemida). Littlefinger é uma serpente; e qualquer palavra que cospe está envolta em veneno. É uma personagem genial: inteligente, astuta, engenhosa e destemida. Nota-se que não toma lado de ninguém, surge para mandar umas papaias para o ar e raramente temos percepção dos danos que ele causa até que fiquem claramente à vista.

Mas avançando… a Lisa Arryn foi empurrada e aguardou até ao último momento para ouvir no fim “a tua irmã!”. Oh pa, és mesmo burra. Achavas mesmo que eras tu, pobre atrasada. Mas o mais divertido nisto é que Littlefinger e a sua obsessão pelos Stark levou aos seguintes pontos: à morte de Ned, a amar Catelyn (verdade ou mentira nunca saberemos, ou pelos menos não tão cedo), a matar Lisa Arryn, a beijar Sansa e a despoletar a guerra. Ele que se apresse a matar a Sansa que a miúda é tão insípida que até mete dó.

0 87 100 1

87%
Average Rating

Mockingbird cria uma situação de perigo para Sansa mas consegue trabalhar muito bem as relações entre personagens, deixando-nos cada vez mais investidos na sua narrativa.

  • 87%

Comments