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The Flash – 2×03 – Family of Rogues

The Flash

Sempre que vejo a palavra Rogue no título de um episódio de The Flash, deduzo imediatamente que vamos encontrar o arqui-inimigo do Corredor Escarlate, Leornad Snart/Captain Cold (Wentworth Miller). Podem-se incluir os seus capangas, como Mickey/Heat Wave (Dominic Purcell) ou a irmã de Snart, Lisa/Golden Glider (Peyton List). Mas como o nome já denunciava, Family of Rogues aborta o tema da família, daí de se até compreender a ausência de Purcell (aliás, nem iria fazer lá nada).

De um lado, temos a família Snart. Somos apresentados ao patriarca da família, Lewis Snart, aqui interpretado por Michael Ironside (os fãs de videojogos deverão reconhecê-lo como a voz de Sam Fisher da saga Splinter Cell). Apesar de não exatamente um dos papéis mais memoráveis do ator veterano, Ironside conseguiu vender a ideia de um pai abusivo. Mas foram os seus filhos que demonstraram ainda mais feeling neste episódio. Miller continuou a ter aquela face ‘gelada’ que tanta vez teve desde o início da série, enquanto que List, antes uma espécie de femme fatale, agora mostra um lado mais frágil, mais fraco. E estas novas facetas conseguiram servir para dar um novo olhar a esta duplas muitas vezes disfuncional. Kudos também para a “relação” entre List e Carlos Valdés: desde a sua primeira cena partilhada que houve uma certa química entre os dois, e é sempre uma mais valia tê-los a partilhar o mesmo tempo de antena. Mas como este episódio envolve um conceito de família, também foi giro ver os dois personagens a criarem uma espécie de elo, diga-se, “realista” (tendo em conta que o bonzinho do Cisco já foi tomado por parvo em várias ocasiões). Mas fica a ideia de que, fundo no fundo, algo de bom sai de lá.

Mas o clã Snart não foi a única família a ter destaque neste episódio; os West também tiveram o seu tempo de antena. Em especial o detetive Joe West (Jesse L. Martin), que teve de lidar com o regresso da ex-mulher (Vanessa Williams) a Central City. Uma situação que Joe mentiu a toda a gente. Este subplot pecou. Simplesmente pecou porque pouco ou nada tinha a oferecer senão uma maior dose de drama que era escusada. Só se salva pela performance de Martin, que, como de costume, na série, tem uma bela de uma performance.

Mas apesar disso, foi mais um episódio sólido para The Flash. Claro que abdicar da trama do Zoom pode conter um certo risco de este episódio ser considerado como filler, dado o possível endgame, mas ao menos teve o seu propósito de melhor explorar um dos melhores vilões recorrentes que a série já teve. E tendo em conta que muitos dos seus vilões pecam por não oferecer nada senão carne para canhão, é sempre um bom ponto positivo.

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