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The Flash – 2×01 – The Man Who Saved Central City

The Flash

The Flash tem sido um tesouro para o canal The CW. Além de trazer um super-herói popular para o pequeno ecrã, introduzir o conceito de poderes (algo que a irmã mais velha Arrow não explora com muito ênfase), efeitos especiais dignas de um filme para o grande ecrã (apesar do orçamento limitado), mas, acima de tudo, apresentou personagens com muito para oferecer, em especial o protagonista. Grant Gustin soube, desde o primeiro ao último episódio, trazer uma personagem pela qual o público pudesse gostar. E claro que, como era o Flash, a série tinha de acabar a sua temporada-caloira em grande. E o cliffhanger conseguiu não só essa proeza, mas também fez com o que o público desejasse por muito mais.

Saltemos 6 meses…

Central City está de novo segura. As pessoas vivem bem, agora que contam com a proteção do seu anjo-da-guarda, o Flash. Mas isso não significa que as coisas estejam boas. Despediu-se de um herói (como nome não revelo aqui, para quem ainda não deitou os olhos ao episódio); Cisco (Carlos Valdés) agora serve como o especialista tecnológico da polícia da cidade; Caitlin (Danielle Panabaker) arranjou um novo trabalho; Iris (Candice Patton) e o professor Stein (Victor Garber) continuam com as suas vidas rotineiras. E Barry? Bem, ele continua a correr e a pôr criminosos atrás das grades, desta a vez a solo. Depressa se nota que a Team Flash encontra-se dividida. Dos membros da equipa, é Barry que leva com o fardo emocional. Gustin, além de conceder um tom jovial ao herói, também soube entreter a níveis dramáticos. Barry Allen, a recusar a chave da cidade depois de ter salvo a cidade? Se fosse a primeira temporada, duvido que ele nem hesitasse!

E nisto tudo continuamos a ter uma assombração de Harrison Wells/Eobard Thawne/Reverse Flash (Tom Cavanagh), que consistia não só de uma espécie de testamento, mas também liderou a um dos momentos mais enternecedores do episódio. Aliás, como já se esperava da série, The Man who Saved Central City soube balançar entre o drama e a comédia (como o momento em que Stein concede o nome-código para o vilão da semana).

Infelizmente, é mesmo no vilão da semana que o episódio fica a perder. Esmaga-Átomo, nas bandas desenhadas, é caracterizado como um herói multifacetado. Mas aqui, ficou reduzido a um mero vilão pelo qual nem ganhamos admiração nem nada. O que vale é que ao menos puseram o Edge nesse papel, mas mesmo assim, somente serviu para atirar à toa o novo do big baddie desta temporada: Zoom.

Mas numa vista geral, a segunda temporada começa com o pé direito, apesar do vilão ser descartável (como de costume). Mas no fim e ao cabo, o público fica já a saber do que se poderá esperar nos próximos episódios. E a cereja no topo do bolo? Teddy Sears dá a sua cara nos últimos minutos como Jay Garrick!

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