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Arrow – 4×23 – Schism

Arrow terminou a sua quarta temporada com a prova definitiva de que o caminho que a série seguiu este ano não funciona. Neste final de temporada os protagonistas viram-se obrigados a derrotar o mesmo plano que nos últimos episódios, desta vez a uma escala global. E derrotaram-no, mais uma vez, a minutos da destruição do planeta, graças a Felicity (Emily Bett Rickards). E embora essa repetição e esse final cliché sejam claramente sinal de que os argumentistas já não sabem bem o que fazer com o enredo da série e com os seus vilões, o restante episódio foi prova de que também não sabem o que fazer com os heróis.

Oliver (Stephen Amell) termina a quarta temporada exatamente como começou a série: em conflito entre a “esperança” e a “escuridão”, termos utilizados a um extremo ridículo neste episódio. Esta divisão da personagem tem sido utilizada desde o início disfarçando-se de desenvolvimento, quando é cada vez mais uma infantilidade. Todas as personagens secundárias são utilizadas como peões, como foi neste episódio o caso com praticamente todos os membros da equipa, exceto Felicity. No entanto, esta escolha não é de estranhar, uma vez que foi visível durante toda a temporada. As personagens recebem um ou outro episódio em que têm uma motivação clara ou um acontecimento interessante, mas são no fundo descartáveis. Já ninguém sabe bem qual é a personalidade de Thea (Willa Holland) ou Malcolm (John Barrowman Official) e Quentin (Paul Blackthorne) teve uma evolução medíocre que chega a ser quase um insulto às capacidades do ator. Este episódio refletiu esse problema na totalidade.

Personagens à parte, todo o enredo deste episódio teve problemas e refletiu o padrão de má escrita da temporada. Assistimos a um final de temporada que se resumiu a discursos que procuravam promover esperança e que são aparentemente suficientes para derrotar Darhk (Neal McDonough), que neste episódio contava com o poder de milhares de mortes. Não só não foi realista, como deixou a sensação de que os argumentistas quiseram criar um vilão com um poder interminável, mas depois não sabiam muito bem como o derrotar. Foi apressado e sem sentido e teve por base um conflito e uma temática que, como já disse várias vezes, está a ser usada até à exaustão.

Fica um nicho de esperança para a próxima temporada, personificado por Curtis (Echo Kellum) que provou ser a única adição interessante deste ano e que felizmente vai regressar.

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  • Todo o enredo deste episódio teve problemas e refletiu o padrão de má escrita da temporada.
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