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Arrow – 4×21 – Monument Point

Monument Point

A 3 episódios do final da temporada, Arrow tentou esta semana demonstrar quão perigoso é o plano de Damien Darhk (Neal McDonough). Assistimos a uma corrida contra o tempo para evitar que Darhk destrua o planeta que não alcançou a tensão pretendida, uma vez que o episódio se desviou da ação central com enredos secundários desnecessários.

Uma vez que Felicity (Emily Bett Rickards) não consegue derrotar o plano de Darhk sozinha, vê-se obrigada a recrutar o pai, Noah Kuttler/Calculator (Tom Amandes). Esta decisão deu origem a mais um momento em que Oliver (Stephen Amell) é relembrando do quão difícil é manter a sua dupla identidade e a relação com Felicity. Sinto que me estou a repetir todas as semanas tanto quanto a série, mas a verdade é que este tema já deu tudo o que tinha a dar. Chegou a altura de lidar com o assunto de uma vez por todas ou pura e simplesmente desistir dele.

Felicity teve também que lidar com a presença do pai, o que deu algo que fazer à personagem, no entanto o tema não foi abordado tanto quanto na primeira vez que vimos as personagens juntas e deu origem até a momentos mais leves com Felicity. Esta decisão foi acertada, já que existiam assuntos mais importantes a tratar neste episódio.

A parte mais estranha e, na minha opinião, desnecessária desta semana foi o enredo que envolveu Thea (Willa Holland), Alex (Parker Young) e Malcolm Merlyn (John Barrowman Official). Ficamos a saber que Darhk e Merlyn estão a popular a “cidade subterrânea” que criaram com a ajuda de Alex. Mas o enredo deste episódio não se foca em perceber melhor como funciona este local, quem Darhk selecionou para o habitar ou numa tentativa de fuga de Thea. Foca-se em vez disso no regresso de Lonnie Machin (Alexander Calvert), que decide matar toda a população cortando-lhes o acesso a oxigénio, levando Thea a lidar com a situação. Este enredo não passou de uma distração e de um desperdício de tempo quando poderia ter sido uma óptima ferramenta para desenvolver o plano de Darhk e a personagem de Thea.

Enquanto o planeta se encontrava a horas da destruição, acompanhámos ainda o dilema de Quentin Lance (Paul Blackthorne), que estava pronto a declarar que não tinha conhecimento de que Laurel era a Black Canary de forma a salvar a sua carreira. Apesar de a presença de Quentin na polícia ser uma mais valia para os protagonistas, para Donna (Charlotte Ross) a mentira era grande demais e comprometia a honestidade de Quentin. Mais uma vez é necessário um esforço enorme para compreender a situação das personagens e as suas opiniões, já que estes dilemas parecem por vezes surgir do nada e serem completamente irracionais.

Este episódio acabou por ser quase inconsequente, apresentando apenas um desenvolvimento interessante para Felicity. Esperemos que os episódios restantes consigam explorar melhor o plano de Darhk, já que chegámos ao fim deste episódio a perceber que embora o seu plano inicial tenha falhado, Darhk pode estar agora com mais poder que nunca.

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  • Um episódio quase inconsequente, apresentando apenas um desenvolvimento interessante para Felicity.
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