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Arrow – 4×18 – Eleven-Fifty-Nine

Arrow

Esta semana trouxe um episódio de Arrow com os problemas habituais, mas que conseguiu finalmente despertar alguma emoção.

Enquanto Malcolm Merlyn (John Barrowman Official) usa antigos membros da League of Assassins para chegar ao artefacto que dá a Damien Darhk (Neal McDonough) os seus poderes, o que resta da Team Arrow segue pistas fornecidas por Andy Diggle (Eugene Byrd) para derrotar a Hive. A relação entre Malcolm e Thea (Willa Holland) que já foi motivo de intriga e interesse torna-se cada vez mais cansativa. Já a dinâmica entre Malcolm e Darhk continua a oferecer cenas com alguma qualidade, nem que seja pelo bom trabalho dos dois atores.

Em flashbacks Oliver (Stephen Amell) e Taiana (ELYSIA ROTARU) tentam escapar, enquanto ouvimos mais discursos sobre a necessidade de mudança para sobreviver. Estes flashbacks cada vez parecem mais deslocados; embora tenham ligação direta à mitologia que é abordada no episódio, é fácil perder o interesse quando passamos tão pouco tempo com as personagens. No início ajudavam-nos a conhecer Oliver e a compreender os seus motivos, mas cada vez mais se tornam desnecessários e uma distração dos acontecimentos que realmente importam.

A recém-eleita Ruvé Adams (Janet Kidder) oferece a Laurel (Katie Cassidy) a posição de District Attorney. Mas ao que parece, devido ao nível de constante vigilância que essa posição traz consigo, Laurel teria de sacrificar o seu papel como Black Canary. Este dilema não consegue convencer a 100% e parece mais um dos muitos conflitos que não são muito bem pensados. A incerteza em relação à lealdade de Andy por parte de Oliver começa a afetar a relação deste com Diggle (David Ramsey): mais uma vez, e no que já se tornou um problema repetitivo, a equipa corre o risco de ser completamente separada. Este episódio voltou, em algumas áreas, a cair nos maus hábitos da série: há um drama e nível de tensão que nem sempre são justificados ou que o são por motivos que já ouvimos várias vezes. Com a falta de Felicity (Emily Bett Rickards) e Curtis (Echo Kellum) para aliviar a tensão este ambiente pesado foi ainda mais sentido. Destaque, no entanto, para algumas sequências de ação bem conseguidas.

(SPOILERS)
O episódio desta semana deu finalmente resposta ao mistério da temporada, mostrando-nos finalmente de quem era o funeral que vimos no início. Foi previsível, e talvez tenha sido um erro eliminar uma personagem com uma boa evolução e algum potencial, quando existiam outras claramente menos aproveitadas. Principalmente quando as consequências desta morte para as personagens que a rodeiam não serão muito diferentes das de mortes anteriores. Mas pela primeira vez em algum tempo, Arrow teve a capacidade de criar emoção com uma morte que soube a definitivo e que foi no geral bem conseguida. Mas a verdade é que nesta série não temos garantias de que será de facto definitivo, e isso tira algo a todos os momentos que a série tenta tornar dramáticos: deixámos de acreditar em consequências para estas personagens.

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  • Arrow teve a capacidade de criar emoção com uma morte que soube a definitivo, apesar de já não acreditarmos em consequências para estas personagens.
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