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Arrow – 4×01 – Green Arrow

Arrow

Péssima. É a melhor palavra que melhor descreve a terceira temporada de Arrow. Tinha o seu potencial, mas que, infelizmente, não foi concretizado. No seu final, testemunhou-se algumas mudanças: Ray Palmer (Brandon Routh) “morreu” e vimos Oliver (Stephen Amell) e Felicity (Emily Bett Rickards) a oficializar a sua relação e fugirem de Starling City, deixando Laurel (Katie Cassidy), Thea (Willa Holland) e Diggle (David Ramsey) como os “anjos da guarda” da cidade, enquanto que Malcom Merlyn (John Barrowman) assumiu o título de Ra’s al Ghul.

No episódio Green Arrow, somos catapultados 5 meses depois desses eventos. Oliver e Felicity ficaram nos subúrbios de uma cidade sem nome. E a verdade é que… estão felizes. A sério, depois de três anos em ser um Oliver mais próximo de um Batman, Stephen Amell mostra-nos um Oliver Queen mais alegre, mais risonho. Não custa a acreditar, mas ainda assim, é um progresso.

Enquanto que a Olicity continua em bom porto, o mesmo não se pode dizer que o mesmo se passe com Starling (oops, é Star agora) City. A todos os níveis, a cidade continuou a descer. E a Team Arrow continua com problemas, agora que um novo grupo de criminosos decidiu criar raízes criminosas. O que leva a um pedido de ajuda a um Oliver que teima em ter deixado a vida de combate ao crime para trás.

Agora, o episódio foi melhor que a terceira temporada? Francamente, foi. Teve cenas de ação de encher o ecrã, teve um melhor balanço entre os momentos mais ligeiros e os mais pesados, se bem que os momentos pesados já são uma “marca d’água” da série. Em termos de prestações, sobressaem Stephen Amell pelas razões acima citada, mas também a de David Ramsey, que mostra mesmo como Diggle continua a reagir depois das situações no arco da Liga dos Assassinos.

O episódio também demonstrou coragem ao apresentar o big baddie logo de início. Apesar de ainda ser cedo para ser cedo para julgamentos, Neal McDonough diverte-se com o seu Damien Darhk. A sua presença é bastante notável. De referenciar também que Darhk vai introduzir uma aura mais mística, o que coincide com presenças especiais como o regresso de Sara Lance (Caity Lotz) ou a de John Constantine (Matt Ryan). De mencionar também que o episódio fez um bom trabalho ao estabelecer as storylines que vão estar em força nesta temporada. Sem mencionar que o flashforward no final desencadeia a vontade de continuar a ver a série, como forma de “como se chegou até lá”.

Mas também o episódio teve as suas falhas, nomeadas nas duas heroínas da equipa. Parece que os guionistas da série já nem sabe o que fazer com elas. Especialmente Thea, que mais parece como uma versão feminina de Roy Harper na terceira temporada.

Mas ao menos o regresso até foi decente. Se se mantiver num bom caminho como o que está a traçar, até pode ter a sua redenção.

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